sexta-feira, dezembro 31, 2010

Bom Ano e antes da meia noite

Prezados  accionistas do Blogue

Os órgãos sociais da  Blogue da Moura Morta, seus colaboradores e parceiros desejam a todos um Próspero ano de 2011.
Aproveitamos para relembrar que os accionistas têm uma multiplicidade de actividades , sociais e culturais ao seu dispor na aldeia milenaria da Moura Morta.
Estes projectos estão direccionados a toda a população, alguns deles especificamente dirigidos à população jovem e sénior.

tentaram passar notas falsas

Mãe e filha
tentaram passar
notas falsas

Uma mulher e a filha tentaram passar notas falsas de 200 e 500 euros numa farmácia e num supermercado em Vila Nova de Poiares, disse ontem a GNR.
As suspeitas, romenas, tentaram adquirir produtos para bebés na farmácia que pretendiam pagar com uma nota de 200 euros, enquanto no supermercado procuraram adquirir géneros alimentares com uma nota de 500 euros.
Em ambos os casos os responsáveis dos estabelecimentos suspeitaram das duas mulheres e não aceitaram as notas, alertando as autoridades.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Assembleia de Freguesia de Lavegadas - 27 de Dezembro

Na passada segunda feira decorreu na sede da Junta de Freguesia de Lavegadas a Assembleia de Freguesia com a seguinte ordem de trabalhos:
- Leitura da Acta anterior
- Aprovação do Orçamento para 2011
- Mapa de Pessoal para 2011

Desde a tomada de posso já houve uma alteração no executivo, a entrada do José Laranjeira para substituir a Ana Luísa e também na Assembleia com a entrada da Dra. Rosa Campos e a Sónia (filha do Norberto de Mucela).
O orçamento de 2011 teve uma redução de 2500,00€, consequência dos cortes do governo Central.
O presidente Álvaro Rei, explicou à assembleia como é que irá gerir o Orçamento de cerca de 60.000,00€, além de nos ter explicado que o seu principal objectivo é a conclusão do armazém contíguo à Junta e a fazer algumas alterações na sede da própria Junta de Freguesia, também a definição dos limites da nossa Freguesia com a Freguesia de São Miguel.

O Orçamento foi aprovado por unanimidade

A única questão levantada relativo ao orçamento, por parte do Sérgio Santos foi o verba de 50,00€ em óleo, e a questão da verba que estava destinada à conservação e manutenção do regadio, assuntos que foram esclarecidos pelo Álvaro Rei.

O Álvaro também esclareceu a assembleia que a Junta de Freguesia não tem funcionários nos seus quadros, que as pessoas que ali prestam serviços vieram através do Centro de Emprego ou estão a fazer os Planos Ocupacionais (Pocs).

Como eu era único elemento que não pertencia à Assembleia de Freguesia, e de acordo com a normas de funcionamento, foi-me dada a oportunidade de intervir antes do terminus da reunião, foi o que fiz para alertar sobre o seguinte:
- Para quando o alargamento da Estrada da Santinha até à Igreja Nova que é a "porta da entrada da Freguesia".
- Sobre o perigo do Muro (ou da inexistência dele) e da falta de sinalização, Junto ao Campo de Futebol da Moura Morta.

sábado, dezembro 25, 2010

O Natal na Moura Morta

O Natal é uma das festividades mais importantes na Moura Morta e no nosso país. Em Portugal, as celebrações têm um grande pendor religioso, embora muitas tradições de origem pagã sejam ainda usuais.
A importação das celebrações típicas dos países anglo-saxónicos tem também contribuído para mudar muito a forma como o Natal é comemorado em Portugal. No entanto, o aspecto mais importante e que prevalece é o da festa da família, oportunidade para pôr as divergências de lado, voltar ao local de origem e comemorar com os pais, avós e outros familiares.

Um dos aspectos mais importante da véspera de Natal é a Consoada.
Na noite de 24 de Dezembro é servida uma ceia especial, depois da Missa do Galo, e que é preparada geralmente durante todo o dia. Dela faz parte um prato de bacalhau, geralmente cozido com legumes, para simbolizar a abstinência que se deve preservar na véspera da celebração do Natal. No entanto, são também bastante populares os doces acompanhados com vinho verde ou tinto, dependendo do que é mais tradicional. Os pratos dependem grandemente das tradições locais, pois, na Moura Morta come-se mais o bacalhau cozido ou o polvo com legumes regados com azeite do novo e com broa de milho, no Minho é usual cozinhar também os Mexidos, espécie de açorda feita com pão e água e temperada com mel e Vinho do Porto.
De forte tradição são ainda as Rabanadas, os Sonhos, as Filhós, ou as Broas. Outro ingrediente indispensável de qualquer celebração de Natal são os frutos secos, o que é natural, uma vez que se colhem no Outono.
A celebração religiosa do Natal começa à meia-noite do dia 24 de Dezembro com a Missa do Galo. O objectivo é celebrar o nascimento de Jesus Cristo, que a Igreja Católica atribui a este dia. Os fiéis deslocam-se à Igreja para a cerimónia, voltando em seguida para casa onde comem a ceia e abrem os presentes. A designação de Missa do Galo deve-se à lenda que afirma que um galo cantou a essa hora para anunciar o nascimento de Jesus Cristo, o Menino Jesus.
O dia de Natal também encerra algumas tradições especiais. A família deve passar este dia reunida e partilhar uma refeição especial. O almoço ou jantar de Natal, que varia consoante as regiões do país e consoante as preferências das famílias, é tradicionalmente Cabrito Assado. No entanto, os costumes estrangeiros, nomeadamente ingleses e norte-americanos impuseram o Perú. Os doces voltam a ter um papel de destaque nesta refeição.
Uma última tradição muito importante no período de Natal é o Bolo Rei.
Originalmente era um bolo especial que se destinava a celebrar o Dia de Reis, a 6 de Janeiro, data em que se supõe que os Reis Magos teriam chegado a Belém para oferecer presentes ao menino Jesus. O significado específico do bolo já deixou de ser associado ao dia de Reis unicamente, sendo consumido durante toda a época natalícia.
Dentro do bolo pode ser encontrado um pequeno presente (o «brinde», que hoje em dia foi proibido por questões de higiene e segurança) e uma fava, indicando o primeiro a sorte de quem o encontrou e o segundo a obrigação da compra do próximo bolo.
As origens desta tradição estão associadas a jogos que eram feitos para celebrar o dia de Reis e que variavam de lugar para lugar. Dessa tradição ficou apenas o bolo e nenhum dos rituais. Na Moura Morta as tradições mantêm-se e são melhoradas. Come-se de tudo e bebe-se ainda mais. O que vier morre. Este ano ate se armou o Pinheiro do Natal no Adro da Capela com enfeites e iluminação.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

O que é o Natal?

O primeiro Natal começou a ser celebrado nas vésperas do nascimento de Jesus.

O Novo Testamento refere que José partiu de Nazaré para Belém, para se recensear, e, levou com ele a sua esposa, Maria, que esperava um Filho. Ao longo da viagem, chegou a hora de Maria dar à luz e como a cidade estava com os albergues completamente cheios, tiveram de pernoitar numa gruta.
Ao colocar o nascimento de Cristo a meio das antiquíssimas festividades pagãs do solstício do Inverno, a Igreja Cristã tinha a esperança de as absorver e de as converter. O que aconteceu foi que, por um lado, as festividades pagãs foram vitoriosamente envolvidas pelas fé cristã, e o nascimento de Jesus transformou-se. no espírito das pessoas, no principal ponto de interesse do solstício do Inverno.
Os Apóstolos encarregaram-se de espalhar a palavra de Jesus Cristo e muita gente se converteu ao Cristianismo.
Embora a celebração do Natal começasse com o nascimento de Jesus, tornou-se verdadeiramente popular há apenas 300 anos. Os primeiros registos da celebração do Natal têm origem na Turquia, a 25 de Dezembro, em meados do Séc II.

Bom, mas porque celebramos o dia 25 de Dezembro e não outra data se temos tantas dúvidas sobre o nascimento de Jesus? Vejamos a explicação que se segue.:
Os dias em Dezembro ficam cada vez mais pequenos, até ao dia 21 do mesmo mês, dia do solstício de Inverno, e, os povos pagãos festejavam os dias que precediam esta data, com o objectivo de apaziguar o Sol e fazer com que este aparecesse de novo, fazendo com que o Inverno fosse mais suave. Após o solstício os dias ficam maiores e mais claros, isto significava para eles luz, alegria e esperança de boas colheitas. Em Roma festejava-se o triunfo de Saturno sobre Júpiter. Saturno era a idade de ouro de Roma, por isso era associado ao Sol. Os romanos festejavam esta festa próximo do solstício. Nesta altura ninguém trabalhava. Acendiam-se velas e grandes fogueiras para iluminar a noite e havia muita comida. Outro ritual era a oferta de presentes para apaziguar a deusa das colheitas, sim, os romanos tinham deuses para quase tudo.

A Igreja não aprovava estas festas pagãs, pelos excessos que se cometiam, comprende-se pois que as tentassem abolir, no entanto, chegou à conclusão que era preferível permiti-las para não privar o povo dos festejos que tanta alegria lhes davam, mas tentando transmitir-lhes a ideia, de que esta cedência era feita para dar honras a Cristo. Assim o seu nascimento seria celebrado com dignidade e teria a sua festa.

Muitos desses costumes ainda hoje existem, mas outros ficaram esquecidos.
O mais antigo é talvez a comida e a bebida que neste dia existe em abundância em quase todos os lares, É talvez por isso que os não católicos festejam o Natal com grande entusiasmo.
Durante as invasões bárbaras no século V, os povos Nórdicos e Germânicos conhecem o Cristianismo tomam contacto com o Natal. Saliente-se que estes povos já festejavam o solstício com rituais próprios e mais tarde foram incorporados no Natal. A religião Cristã foi abraçando toda a Europa, dando a conhecer a outros povos a celebração do Natal.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

E esta....hein . Tomaras tu

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Feliz Natal

Este ano " Há Cepo ou não ha Cepo? "

Parece que a rapaziada perdeu a coragem este ano.

Haverá Cepo de Natal ou não na Moura Morta?



No ano passado ainda houve uns corajosos que mantiveram a candeia acesa durante o Natal e Ano Novo.
Vá la rapaziada não percam a tradição.

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Bitaites - 11

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Os enchidos da nossa região

A nossa região não é apenas rica em história e cultura literária, também ao nivel da gastronomia se poderá considerar com um nivel de desenvolvimento bastante elevado.
Um desses exemplos são os enchidos da nossa região, do qual se destaca o Chouriço de Arganil, que é proveniente de uma das mais conceituadas casas de enchidos nacionais, de uma aldeia aqui vizinha.
A Salsicharia Soares & Damião, “nasceu” há 17 anos em Vilarinho do Alva, uma pequena aldeia do concelho de Arganil, que confronta com a Moura Morta... mas depressa “ganhou” o mercado português e abriu as portas para o mundo.

Hoje é uma das “Marcas” de enchidos de maior prestígio no mercado Nacional, se não mesmo a maior. E, também, um dos produtos que mais longe tem levado o nome da nossa região Beirã.

Só provando os produtos comercializados com a “marcaSoares & Damião é que se poderá ter a certeza do seu sabor.

E porque a tradição ainda é o que era em Vilarinho do Alva, a Salsicharia Soares & Damião, continua a secar os seus enchidos com lenha recuperando o (velho) fumeiro da nossa região, tal como faziam os nossos avós.

Mas a qualidade é, igualmente uma das maiores apostas desta empresa familiar que já vai dando emprego a cerca de duas dezenas de trabalhadores do qual fazem parte algumas “Mouramortinas”.

Os produtos que fabricam são: Morcela de Sangue, Chouriço Mouro, Chouriço, Farinheira, Chouriço Fumeiro do Lavrador.

Ontem, hoje e no sempre esperamos que se venham a afirmar como os melhores enchidos do Mundo.

Região do Vale do Alva “pode ser muito atractiva”

Cinco concelhos e 30 freguesias estão juntos na promoção do Vale do Alva, uma região que, não sendo muito rica, «pode ser muito atractiva». Foi apresentada a Rota do Vale do Alva e dados alguns contributos para desenvolver o turismo na região«Temos um património natural único e de enorme importância que não se encontra devidamente valorizado». O encontro pretendeu dar a conhecer a Rota do Alva e lançar algumas ideias para incentivar o turismo sustentável nesta área geográfica, que abrange cinco concelhos da região, a região do Vale do Alva «não é muito rica» e tem algumas carências a vários níveis, pelo que é necessário «promover a valorizar o que temos». E ao divulgar «incentivamos as pessoas a visitar a região e, com isso, a desenvolverem a restauração, as actividades económicas e outras».
Esta é uma região que, do ponto de vista económico «pode ser muito atractiva», mas tal como em muitos outros casos, «muitas vezes desvalorizamos em demasia o que é nosso».
Lutando contra esta «desvalorização», cinco concelhos (Arganil, Oliveira do Hospital, Penacova, Tábua e Vila Nova de Poiares) estão a desenvolver a Rota do Vale do Alva para, em conjunto, promover todas as riquezas naturais e edificadas desta região.
A realização de um guia para o viajante onde se dão a conhecer os roteiros possíveis, o que há para visitar, os cinco concelhos e as 30 freguesias localizadas no Vale do Alva, bem como o roteiro gastronómico, de alojamento, entre outras temáticas relacionadas com a região e com o turismo sustentável que se pretende.
Em suma, uma forma de «conhecer o Alva de uma forma integrada».
Ver o Alva de “uma dimensão diferente”.Durante a sua apresentação, Luciano Lourenço deu algumas pistas para desenvolver ainda mais esta Rota e defendeu, por várias vezes,
a instalação de painéis de sinalização indicando o que é possível ver e, no fundo, «contando a história» da região. Há um sem número de áreas a explorar que vão muito além «das plantas e dos animais» que existem. É possível «ver o Alva de uma dimensão diferente», afirmou, destacando, por exemplo, o património astronómico, que nesta região tem excelentes condições para se desenvolver, ou o vasto património geológico que, na maior parte dos casos passa despercebido. «Muitas vezes olhamos para as pedras como meras pedras, mas se tentarmos perceber o que elas têm para nos dizer será muito diferente», afirmou, exemplificando com a “Raña de xisto” (relíquias de xisto na freguesia de Folques) ou as falhas geológicas da Lousã, Góis e Arganil ou os morouços de pedras lavadas das lavarias de exploração do ouro no rio Alva em Mucelão, Moura Morta e Ponte de Mucela. Os vales resultantes dos sucessivos encaixes também podem ser explorados, percebendo «como se formou e evoluiu todo esse Vale do Alva», assim como todo o restante património paisagístico, desde o vegetal, animal às vistas panorâmicas. «Há aspectos deliciosos da paisagem que podem ser explorados com as necessárias estruturas de apoio», afirmou, dando ainda novos exemplos, como o som (do vento, dos ribeiros e dos pássaros), o ar e a água, ambos «de grande qualidade», assim como o património edificado e cultural de cada uma das vilas e aldeias.
Durante o encontro foram ainda apresentados os temas “Turismo de Natureza”, “O potencial do turismo cinegético” e a “ pesca desportiva”.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

CAULE marca presença em audição da Comissão Parlamentar da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas na Assembleia da República

Revisão do Código Florestal esteve na ordem do dia

A CAULE esteve presente na audição da Comissão Parlamentar para a Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas da Assembleia da República, no passado 7 de Dezembro, onde foi convidada a prestar esclarecimentos e incentivada a expor a sua perspectiva em matéria da revisão e posterior aplicação do Código Florestal, assim como em questões relacionadas com a gestão eficiente dos instrumentos ao serviço da prevenção e combate a incêndios florestais.

Numa sessão presidida por Horácio Antunes, deputado do PS e vice-presidente da Comissão Parlamentar, o ponto central da ordem de trabalhos incidiu na eventual revisão, ou mesmo revogação, do Código Florestal, já aprovado e publicado, mas entretanto suspenso.

Em resposta a algumas das questões colocadas na Comissão pelos deputados Jorge Fão, do PS e Abel Baptista, do CDS-PP, a CAULE, nesta sessão representada pelo seu Presidente, José Vasco de Campos, e Director Técnico, Nuno Santos, reafirmou a posição que sempre manteve em relação ao Código Florestal. Classificando-o como um “documento fundamental” e uma “mais-valia” para proprietários e associações florestais, a CAULE antevê o Código Florestal como uma ferramenta essencial para a gestão dos espaços florestais, na medida em que reúne e actualiza legislação dispersa referente aos últimos 80 anos, confrontando-a com conceitos modernos ligados a actividades silvícolas e introduzindo, pela primeira vez, um conjunto de legislação, onde se encontra prevista a obrigatoriedade da realização periódica de operações silvícolas mínimas na propriedade florestal.

A CAULE sustenta, assim, o seu interesse num debate entre os representantes do sector, onde poderá ser revista cada alínea do Código Florestal, sem que isso implique, necessariamente, a revogação daquele documento.

Também em relação à gestão multifuncional, aproveitamento e uso racional dos espaços florestais e, nomeadamente, à questão da silvicultura, a CAULE afirmou ser pertinente perspectivar os espaços florestais enquanto um conjunto de bens que, quando gerido de forma sustentada, pode representar uma rentável forma de investimento. Contudo, esta Associação admite a existência de grandes contrariedades na gestão multifuncional da floresta, que passam, entre outros aspectos, pela necessidade de reforma fundiária da propriedade florestal.

Rita Calvário, deputada do BE, aproveitou a presença da CAULE na Comissão Parlamentar para introduzir o tema da necessidade de reformulação dos anunciados PROF – Planos Regionais de Ordenamento Florestal - que, na sua essência, constituem instrumentos sectoriais de gestão florestal, estabelecendo normas de intervenção sobre a ocupação e utilização dos espaços florestais. Com efeito, na perspectiva da CAULE, os PROF, tardios na sua constituição e aprovação, em parte devido ao conjunto de documentos técnicos de que se fazem acompanhar, mais do que reformulações, necessitam de conhecer condições favoráveis à sua aplicação efectiva, embora, também pela especificidade da sua documentação, sejam susceptíveis de ser, periodicamente, revistos, reformulados e acrescentados.

Na bancada parlamentar do PCP, foi o deputado Agostinho Lopes quem usou da palavra, tendo questionado a CAULE acerca da sustentabilidade das equipas de Sapadores Florestais, numa altura em que estas são confrontadas com o aumento do IVA e outras contribuições fiscais.

Inexistência de cadastro florestal coloca entraves à gestão da Floresta

Por outro lado, o deputado do PCP solicitou também, à CAULE, esclarecimentos relativos à recente estruturação orgânica da Autoridade Florestal Nacional (AFN), aos obstáculos colocados ao funcionamento das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) e às dificuldades inerentes à implementação das redes de faixa de gestão de combustível. No que respeita a estas questões, a CAULE, na voz do seu Presidente, José Vasco de Campos, diz não ter dúvidas quanto às implicações negativas que o aumento da carga fiscal vai, forçosamente, exercer na gestão das equipas de Sapadores Florestais, cujo apoio financeiro permanece inalterado desde 1999. A CAULE admite ainda que a reestruturação da AFN “poderá conduzir a uma perda significativa da proximidade entre a administração do sector florestal e os elementos que têm no terreno o seu campo de actuação”.

Também dentro do mesmo item, a CAULE não hesita em reconhecer a inexistência de um cadastro florestal como principal responsável tanto pelas dificuldades de implementação das redes de faixas de gestão de combustível, devido às dificuldades na comunicação e articulação entre as várias entidades responsáveis pela sua gestão, como pelos obstáculos evidentes na gestão e funcionamento das ZIF.

A Associação Florestal da Beira Serra salienta ainda que “ quando se fala da Floresta Portuguesa, fala-se, essencialmente, de propriedade privada” (que representa uma parcela na ordem dos 87% do território florestal nacional) e que “a gestão sustentada destes espaços choca, muitas vezes, com os interesses de proprietários e outras entidades”, como os municípios, responsáveis pelo caso concreto da implementação das faixas de gestão de combustíveis, mas nem sempre tomando esta acção como uma prioridade ou, pelo menos, como uma obrigatoriedade e manifesto de boas práticas florestais.

Sobre o cadastro predial rústico, visto como uma espécie de “BI da Floresta”, foi já anunciado um projecto-piloto para os concelhos de Oliveira do Hospital e Seia, cuja execução não conheceu ainda uma concretização. Contudo, para a CAULE, uma das principais soluções para a gestão eficaz da propriedade florestal, passará, precisamente, pela elaboração deste cadastro florestal.

http://florestaparasempre.no.sapo.pt/

terça-feira, dezembro 21, 2010

As Cheias no rio Alva


Embora as cheias não sejam como eram há alguns anos atrás, principalmente antes da construção da Barragem das Fronhas, e com os Invernos cada vez mais rigorosos chegamos à conclusão que aquilo para que a barragem foi construída não está efectivamente a sortir efeito, falamos portanto da regularização do caudal do rio, pois acabam só por descarregar a água das albufeiras quando esta atinge a cota máxima, o que provoca elevados caudais e consequentemente destruição de terrenos agrícolas, açudes e mesmo danos em habitações.
Como a barragem está perto de aldeias como a Moura Morta e da Ponte de Mucela verifica-se muito a influencia da variação das aberturas das comportas e dos difusores.
Quando alguns "técnicos" estão aflitos, vai de descarregar agua de qualquer maneira. Nem avisam a Protecção Civil do que vai acontecer. Cada um que se amanhe.
Outra das coisas que as cheias causam é o arrastamento de lixo e de madeiras que acabam por poder potenciar ainda mais a destruição.
Nas cheias passadas, havia madeiras empilhadas à beira rio que dum momento para o outro deviam ter ido parar à Figueira da Foz.
Não há responsáveis pelos prejuízos?
Isto faz lembrar, quanto há uns anos se solicitou a abertura dos difusores da Barragem para limpeza do fundo do rio com caudais turbulentos e foi dito pelos " técnicos responsáveis" que não era possível, porque teria de haver autorização e informação das populações pela Protecção Civil.
Ou seja, teriam de vir de casa em casa avisar que o rio ia aumentar de nível.
Há cada uma.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

CAULE homenageia amizade e dedicação de Sérgio Correia à causa florestal no desenlace de um ciclo de 10 anos de permanente colaboração


Foi num jantar entre amigos, num tom descontraído de quem partilha muitas "estórias", mas num ambiente que não deixou de ser de celebração, que a CAULE homenageou o fechar de um ciclo de dez anos de permanente ligação e colaboração entre a Associação Florestal da Beira Serra e Sérgio Correia, coordenador do Dispositivo de Prevenção Estrutural – Defesa da Floresta da Direcção Regional de Florestas do Centro (DRFC). “Um homem de causas” que, para esta Associação, ficará lembrado pelo seu mérito profissional, nobreza de valores, dedicação e, sobretudo, pelos muitos ensinamentos que legou.

O Presidente da CAULE, José Vasco de Campos, referiu, em nome da Associação que representa, “não ser possível esquecer o currículo de Sérgio Correia e a ligação solidária e permanente que, desde o início, manteve com a CAULE” e que terá servido de base para o estreitamento de ligações entre os serviços florestais e os organismos de protecção civil, essenciais a uma adequada estratégia de intervenção florestal e determinantes no sucesso de muitas acções.

Num momento propício ao desencadear de memórias, o Presidente da CAULE recorda como “marco” um fogo florestal em Penela, no trágico ano de 2005, em que Sérgio Correia, “quando o fogo parecia já completamente descontrolado, quando já tudo estava esgotado e os bombeiros exaustos, tomou a iniciativa de reunir algumas equipas de Sapadores Florestais e conduziu-nos todos para lá”, lembra José Vasco de Campos, frisando que aquela foi a primeira vez em que os Sapadores saíram do seu território próprio de intervenção para um combate directo com o fogo. “O certo é que naquela madrugada o fogo já estava apagado, em muito graças ao espírito corajoso e de grande profissionalismo de Sérgio Correia”, acrescenta.

Fazendo ainda referência ao papel impulsionador que o homenageado, que agora se retira de funções ligadas ao Estado, desempenhou em questões tão relevantes como o incentivo ao uso da técnica do fogo controlado, bem como no lançamento da Associação Florestal de Góis, o Presidente da CAULE deixou um “muito obrigado a um amigo que, ao longo dos dez anos de vida que a Associação completa em Fevereiro, esteve sempre disponível, sempre de uma forma solidária e correcta”.

Foi também de palavras de agradecimento que serviu Sérgio Correia, confessando que “não esperava que a CAULE chegasse tão longe como chegou”. Lembrando o papel de estreita cumplicidade e interacção que deve existir entre as equipas de Sapadores Florestais, técnicos, Juntas de Freguesia e população em geral na gestão do património florestal, o Engenheiro Florestal revelou-se orgulhoso no trabalho desenvolvido pela Associação Florestal ao longo de um ciclo que – admite – “deixou marcas profundas”.

“Apesar de a Floresta Portuguesa se debater hoje com grandes contrariedades, cabe aos jovens técnicos apostar na luta por causas justas e exigir tantas condições de dignidade como os trabalhadores dos grandes centros”, transmitiu Sérgio Correia aos cerca de trinta presentes, concluindo ainda, em jeito de reflexão, que “as organizações são, na maioria das vezes, a imagem de todos os que as compõem”.

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CAULE colabora na decoração de Natal 2010 dos centros urbanos de Tábua e Oliveira do Hospital

A Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital (ADI) volta este ano a desenvolver, em parceria com a Câmara Municipal de Tábua e o município oliveirense, um conjunto de iniciativas diversificadas no âmbito dos programas “Animação de Natal em Tábua 2010” e “Animação de Natal em Oliveira do Hospital 2010”.

Uma destas iniciativas passará pela decoração das entradas dos estabelecimentos comerciais dos centros urbanos da Vila de Tábua e da Cidade de Oliveira do Hospital, valorizando os recursos que estes pequenos centros, muitas vezes marginalizados pela sua condição de interioridade, podem oferecer a quem os visita e a quem com eles convive diariamente.

Á semelhança do sucedido no Natal de 2008, a CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, dentro do espírito de colaboração que sempre manteve com a ADI, prontificou-se a colaborar nesta acção através da doação de 130 pequenos pinheiros que, até ao próximo Dia de Reis, deverão ornamentar a entrada dos principais estabelecimentos dos dois concelhos.

Não servindo a quadra festiva que agora se aproxima de pretexto para um menosprezo de questões e boas práticas ambientais, a CAULE clarifica que “as árvores doadas para decoração são provenientes da limpeza de um povoamento de pinheiro bravo em Alvoco das Várzea, com idade de aproximadamente cinco anos”, resultando de uma operação de gestão que se enquadra no Plano de Gestão Florestal.

WWW.CAULE.ORG

A Fumária ou Erva Moleirinha

Uma das ervas infestantes das nossas hortas.
DESCRIÇÃO: Fumaria officinalis L., da família das Fumariáceas, recebeu as seguintes designações: erva-molarinha, erva-pombinha, fumo-da-terra, moleirinha. Encontra-se nas proximidades de campos cultivados, nas beiras dos caminhos e em terrenos baldios. É originária da Europa, mas difundida em todo o mundo.  É uma planta anual, que atinge de 20 a 70 cm de altura. As suas folhas são de um cinzento esverdeado, e as flores rosadas ou vermelhas. 
 O aroma é ácido, e o sabor, amargo. Não se sabe se a fumária se chama assim porque, quando é torcida ou esmagada, faz chorar como se fosse fumo, ou então porque as suas folhas cinzentas se assemelham ao fumo de um incêndio, cujas labaredas seriam as flores. Tem sido usada com êxito desde o tempo de Dioscórides (século I d.C.).

INDICAÇÃO:
Chá de Fumaria >>> Depurativo, diurético, afecções da pele, fígado e hipotensora.

COMO FAZER: Coloque 3 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida, é só coar e beber.

COMO BEBER:
Tomar de 3 a 4 chavenas ao dia.

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sábado, dezembro 18, 2010

Aperta o Cinto ...

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Agrupamento de Escolas de V N de Poiares

http://www.ecs-dr-daniel-matos.rcts.pt/

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Para Venda ....


É desta que se vai vender o blogue???

Junta de Freguesia de Santo André

A junta de Freguesia de Santo André vem-nos mostrar as Seiras utilizadas nos lagares, para a produção de azeite.

As festas de Antigamente

Há muitos, muitos anos...

A foto foi gentilmente cedida pela "menina" Quitas da Lomba.

A história podia ser começada desta forma, pois esta fotografia não nos revela os anos dos festejos apenas nos permite perceber que o que hoje é o Centro de Convívio até então não existia, o que poderemos perceber pela foto é que nossa Capela não é grande, mas é imponente e muito bonita.
A capela que foi mandada construir pelo Sr. Américo Ferreira dos Santos e entregue ao povo na Festa de 1946. O terreno e adro da capela pertenciam à quinta do Vale Escuro e foi doado pela Srª Herminia Rodrigues para o efeito.


Foto cedida pela Casa da Vinha

Talvez na mesma altura mas na Festa de 1967 e para não perturbar as festividades na frente da Capela, o pessoal foi lá para tras tirar o boneco para a posteridade.
Na foto quase tudo encasacado.
Em Baixo: Álvaro da Vinha, Américo Sabino, José Lima e Américo da Vinha
De pé:Armando Serralheiro, Jose do Cabo da Ponte, Albino da Vinha, José do Terreiro e ( desconhecido).
Nota: Ao longe e de chapéu ainda se nota o Ti Manel Guerreiro

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Bitataites da Semana - 10

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terça-feira, dezembro 14, 2010

Clientes de Friúmes queixam-se da PT ao Provedor do Consumidor

Clientes da Portugal Telecom (PT), das povoações de Miro, Vale Maior, Outeiro Largo, Friúmes, Zagalho e Vale do Conde, da freguesia de Friúmes, estiveram uma semana privados de televisão, telefone e Internet, devido a uma avaria. Fartos desta, e de muitas outras avarias ocorridas ao longo dos anos, fizeram um abaixo-assinado que vão enviar ainda hoje ao Provedor do Consumidor.
O Complexo Social de Miro, instituição que presta apoio a dezenas de utentes, através das valências de lar de terceira idade, centro de dia, apoio domiciliário e creche, é um dos clientes que mais se sente prejudicado pela falta do serviço de telecomunicações. Por isso mesmo, a iniciativa do abaixo-assinado partiu do presidente do Grupo de Solidariedade Social e Desportivo de Miro, Manuel Nogueira, que é também o responsável principal pela gestão do Complexo Social.
A missiva que introduz a subscrição começa por dizer que o lugar de Miro é afectado “há largos anos” por “um mau serviço da Portugal Telecom”, alegadamente por causa de um equipamento obsoleto, que deixou de satisfazer os clientes e a própria PT (obrigada a enviar os técnicos para o local).De acordo com o documento, “há cerca de um ano a PT resolveu instalar novos equipamentos”, não só para resolver os problemas antigos, mas para fazer chegar ao local o novo sistema MEO.
Só que, concluídos os trabalhos e assinados os contratos, os clientes viram-se impossibilitados de se ligarem ao novo sistema, assistindo a nova “demandada constante de técnicos da PT”.O serviço passa mais vezes avariado que em funcionamento e acarreta graves prejuízos aos clientes, como é o caso do Complexo Social; um cliente com peso, cuja factura mensal à PT é superior a mil euros.
Quando reclama em nome da instituição que representa, o nosso interlocutor diz que tem o cuidado de referir que a avaria é geral, mas, ao que parece, isso não é levado em conta.
“Como é que tudo isto ainda acontece no século XXI, onde é que o serviço de avarias regista as avarias, para depois dizer que não tinham conhecimento? Será que uma avaria, sendo geral, não tem prioridade perante as restantes?”, questiona-se.
A última avaria, que deu origem ao abaixo-assinado, ocorreu no passado dia 08 e só ontem, dia 13, foi dada como reparada.

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segunda-feira, dezembro 13, 2010

O nosso Brasão

domingo, dezembro 12, 2010

DO 28 DE SETEMBRO 1974 AO 25 DE NOVEMBRO DE 1975

PARA QUE OS MAIS NOVOS SAIBAM UM POUCO DESTE PERÍODO E QUE OS MAIS VELHOS NÂO O ESQUEÇAM!

- 28 DE SETEMBRO DE 1974


É a partir desta data que o Copcon (comando operacional do continente) "inicia a sua actividade como corporação policial", efectuando detenções, apreensões e bens e congelamento de contas bancárias. O 28 de Setembro constitui, assim, a data-chave em que verdadeiramente se inicia o ciclo da violência e da arbitrariedade, pelo abandono das finalidades revolucionárias de garantia de direItos e de criação de um Estado legal pela criação dum aparelho repressivo com poderes extremamente latos e indefinidos." Na noite de 28 de Setembro, depois de ter sido cancelada a manifestação da "maioria silenciosa", inicia-se uma acção que se irá prolongar por vários dias e na qual terão sido presas "à roda de 300" pessoas, sobretudo elementos ligados a manifestação, políticos do antigo regime e dos partidos e jornais situados à direita e elementos com destaque na vida financeira e social. As prisões foram feitas pelo Copcon mas também por "grupo civis ou pelo menos orientados por civis"

"Toda a actividade incriminatória subsequente ao 11 de Março é desenvolvida e organizada extra-judicialmente, numa deliberada e total confusão entre vontade política de poder e acção jurisdicional". Foram presos 144 militares e 39 civis, muitos deles enviados para o Forte Militar de Caxias. Isto além das prisões feitas em Beja e no Porto, onde os presos foram colocados na prisão de Custóias.

- 11 DE MARÇO DE 1975


Portugal assistiu a uma «intentona» para pôr fim aos excessos revolucionários. Tropas pára-quedistas atacam o Regimento de Artilharia de Lisboa, mas são derrotadas pelo COPCON. Acontecem as nacionalizações e as prisões voltam a encher-se.
Paulo Tavares
Portugal estava ao rubro em Março de 1975. A «Revolução dos Cravos» tinha acontecido em Abril do ano anterior, pondo fim a um regime autofágico, e o regresso da liberdade punha a direita e a esquerda em rota de colisão. Na manhã desse já longínquo dia, e por instigação do então general Spínola, pára-quedistas de Tancos atacam o Regimento de Artilharia de Lisboa, bem como o aeroporto.

- 25 de NOVEMBRO DE 1975




Na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro, terão sido presos 160 indivíduos, dos quais 15 civis. Em comparação com o que ocorreu na sequência do 28 de Setembro e do 11 de Março, a comissão assinala alguns aspectos positivos: a presteza no início dos processos; a libertação progressiva dos presos; o cometimento à entidade adequada das averiguações para apuramento das responsabilidades individuais.

Os regimentos

no Regimento de Polícia Militar (RPM)
A comissão recolheu queixas de 17 pessoas sobre arbitrariedades cometidas por militares do RPM.
Um civil, preso em Outubro de 1975, por suspeita de ter colaborado na agressão ou tentativa de roubo a um furriel, queixa-se de "ter sido espancado ao longo de cinco dias, com o que lhe provocaram feridas diversas" e de "ter sido obrigado a dar duas voltas à parada, a rastejar, nu, a beijar as botas dos militares e o emblema do regimento". "Mais refere tentativas de sevícias sexuais, ameaças de morte com uma pistola e de lançamento por uma janela". A um militar, preso na mesma altura, por denúncia de uma prostituta que o acusava de ser chefe de uma quadrilha de ladrões, "ameaçaram-no de irem buscar o filho, de oito anos de idade, e de o agredirem na presença dele até confessar os crimes praticados". Os militares ouvidos sublinharam que "no RPM reinava um ambiente de generalizada indisciplina, mesmo anarquia". Um caso de tortura por espancamento resultou em internamento hospitalar por 14 dias, com perda de conhecimento durante dois dias.

Regimento de Artilharia de Lisboa (RALIS)
A Comissão recolheu queixas de 11 pessoas, que formam a parte mais brutal do relatório.
José Jaime Coelho, ex-fuzileiro, foi "sequestrado" a 15 de Maio de 1975 por vários militares do Ralis e um civil, tendo sido levado, de olhos vendados, para uma casa particular, no Restelo, onde "foi interrogado e maltratado". O interrogatório incidia sobre actividades relativas a um eventual golpe de Estado. "foi atado de pés e mãos, agredido por várias formas até ao ponto de desmaiar, sofreu tortura psíquica por saber que a sua mulher também estava presa, ouvir os seus gritos e assistir a actos indecorosos contra ela". Foi levado ainda para outra casa na zona de Sintra, onde "fizeram-lhe suportar nos olhos a incidência de raios infra-vermelhos", enfiaram-lhe um balde na cabeça, ameaçaram-no de morte e torturam-no em posição de estátua. Depois de ter passado pelos hospitais de Santa Maria e de Caxias, ficou preso em Caxias. Esteve três meses em regime de incomunicabilidade.
A sua mulher, Maria Natércia Coelho da Silva, foi levada do hotel onde estava, a 15 de Maio de 1975, por seis ou sete indivíduos de camuflado. Foi levada à presença do marido na casa do Restelo, amarraram-na de pés e mãos e deram-lhe comprimentos. "quando acordou tornaram-lhe a bater, durante toda a noite, não a deixando dormir; cerca das 11 horas do dia seguinte, deram-lhe a beber um líquido de cor branca, de sabor muito amargo e foi levada à presença do marido, o qual estava deitado sobre uma mesa, sem dar acordo de si, com os olhos negros a espumar, pela boca, um líquido negro; não se recordo do que lhe aconteceu a seguir, até cerca das 15 horas, altura em que um indivíduo a agarrou e levou de rastos para outro quarto tornando-lhe a bater; foi levada pouco depois para outra sala, onde ficou sozinha com outro indivíduo que a ameaçou, lhe bateu, a mordeu e a tentou violar (...) mais tarde apareceram duas raparigas que lhe bateram, a morderam e não permitiram que dormisse". A 17 de Maio foi levada para o Ralis e no dia seguinte conduzida para a estação de Santa Apolónia.
O alferes Marcelino da Mata "foi torturado com choques eléctricos nos ouvidos, sexo e nariz, de que resultou ter desmaiado".
O aspirante José António Cardoso Veloso e o seu pai, o juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo, Francisco José de Sousa Veloso, foram presos a 18 de Maio de 1975. Foram levados para o Ralis, onde o juiz "foi sujeito a interrogatórios e maus tratos e onde o seu filho foi torturado e seviciado". Pretendiam que confessassem fazer parte de uma "rede contra-revolucionária que preparava um golpe contra o regime". A descrição da tortura ao aspirante é feita pelo pai: "Voltado para a parede, com os braços ao alto, foi espancado com bofetadas, murros e chicotadas com cinturão, pontapés nas pernas e tornozelos, batimentos contra a parede, umas vezes com a cabeça outras com o corpo todo; foi obrigado a rastejar, fizeram-lhe torções de braços atrás das costas e pressões e apertões em pontos dolorosos; por duas ou três vezes simularam estrangulá-lo, apertando-lhe o pescoço com as mãos até não poder respirar e ficar cianusado; apontaram-lhe uma pistola à nuca e às têmporas; deitado de barriga para baixo, dobraram-lhe as pernas para trás na máxima extensão possível e ligaram-lhe com uma corda o pescoço, as mãos e os pés, ficando estes quase junto da nuca o que o obrigava a arquear o corpo e levantar a cabeça para não se estrangular a si próprio (...) foi picado com uma navalha em várias partes do corpo e apertaram-lhe violentamente os testículos com a mãos, duas ou três vezes".
A Comissão conclui que os sequestros de Coelho da Silva e mulher foram "levados a efeito por instigação de militantes do MRPP, civis e militares, os quais também nelas tomaram parte, denunciando Coelho da Silva como elemento do ELP [Exército de Libertação de Portugal] e empenhado em actividades clandestinas".

Algumas Conclusões
Foram praticados dois crimes de cárcere privado, acompanhados de tortura e violenta agressão física, imputáveis a civis e militares
· Houve centenas de prisões arbitrárias, sendo de destacar as efectuadas na sequência do 28 de Setembro e do 11 de Março e as desencadeadas, com cariz diferente, a partir do regimento de Polícia Militar
· Algumas dessas prisões resultaram de denúncias anónimas, outras de informação ou indicação de organizações partidárias ou sindicais e muitas de solicitações verbais, até telefónicas, designadamente do Gabinete do primeiro-ministro, do Ministério do Trabalho, do SDCI, do Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e Legião Portuguesa, da comissão "ad hoc" para o 28 de Setembro, da comissão de inquérito ao 11 de Março, do gabinete do Almirante Rosa Coutinho.
· Em muitos casos não foram utilizados mandados de captura
· Os mandados de captura e de busca emitidos pelo COPCON eram, na generalidade, assinados em branco
· Houve casos de detenções por longos períodos de tempo sem que tivesse chegado a ser organizado qualquer processo, permanecendo os detidos em estado de completo abandono e esquecimento
· Muitos interrogatórios foram executados por militares sem preparação técnica ou mesmo por civis introduzidos por organizações políticas
· Houve tortura sistemática, exercida sobre quatro indivíduos, no Ralis, com agressão física violenta, que lhes provocou traumatismos diversos
· Houve outros caos de tortura física esporádica, designadamente no Regimento de Polícia Militar
· Houve muitos casos de maus tratos físicos exercidos sobre presos, que se traduziram em espancamentos, por vezes praticados por vários agressores actuando em simultâneo
· Foram exercidas sevícias sistemáticas sobre presos, com o fim de os humilhar e lhes infligir castigos corporais, traduzidos em agressões, rastejamento no solo, corridas forçadas, banhos frios com mangueira e imposição de beijarem as insígnias duma unidade militar, incrustadas no pavimento
· Houve casos de tortura moral, traduzidos em insultos, manobras de intimidação e ameaças, inclusivé com armas de fogo
· Tomou-se conhecimento de casos de coacção psicológica, com ameaça de prisão de familiares e de publicação de arranjos fotográficos
· Diversas prisões foram efectuadas com despropositado aparato bélico
· Elementos da PIDE/DGS estavam presos há mais de dois anos, sem julgamento
· Os períodos de incomunicabilidade e isolamento dependeram do arbítrio de entidades militares, tendo alguns detidos sofrido períodos desse regime que chegaram a atingir cinco meses. Esse regime incluía a privação de exercício físico e o impedimento de contactar com advogado ou defensor.
· Houve casos de graves deficiências de assistência médica, de deficiente assistência religiosa, de privação de correspondência e de artigos de higiene e de supressão arbitrária de visitas
· No regimento de Polícia Militar chegaram a permanecer, em autêntica promiscuidade, 60 detidos em espaço apenas suficiente para um máximo de oito.
· Assistiu-se a uma generalizada demissão de funções, a todos os níveis, com um Executivo incapaz de administrar e pronto a acolher todo o tipo de exigências, mesmo as mais demagógicas
· Foi notória a falta de estruturas com capacidade de resposta para os problemas novos que surgiram

-O 11 de MARÇO de 1975 e o MINI BALEADO


Este episódio omisso é daqueles indesmentíveis na sua substância, porque foi filmado por uma equipa de televisão a trabalhar para uma cadeia estrangeira (salvo erro, francesa) que estava nas proximidades da porta de armas do então RAL 1* durante os acontecimentos. Este filme, que só anos depois passou em Portugal, mostra um Mini com dois ocupantes (um condutor e uma acompanhante) que abranda e pára perante uma barricada montada por militares diante do quartel. Não se percebe o que se terá passado enquanto o carro esteve parado, há várias versões sobre a troca de palavras…

As imagens de maior impacto surgem depois de fazerem sinal ao Mini para prosseguir, quando, à medida que o carro se afastava se começam a ouvir tiros esparsos até que o Mini acaba por parar. As câmaras aproximam-se dele e vê-se os dois ocupantes cobertos de sangue enquanto ainda se consegue ouvir da assistência um desagradabilíssimo " Estes já não fazem mal a ninguém…" Essas imagens, de origem estrangeira mas referentes a um importante acontecimento passado em Portugal, permaneceram por anos desconhecidas dos portugueses, num Portugal que se orgulhava do fim da censura e da liberdade da informação…

PLANTA DECORATIVA CASEIRA MAS... MUITO PERIGOSA

NUNCA É DEMAIS RECORDAR OS PERIGOS QUE PODERÃO EXISTIR NOS NOSSOS LARES!
Em Espanha, as farmácias distribuiram desdobráveis com a descrição desta planta, que sabia que era venenosa ou tóxica, mas não sabia que era tão fulminante.
Tenham cuidado e evitem esta planta. Se a tiverem não a manipulem sem o devido cuidado.
DIFFEMBACCHIA CAMILA.


Esta planta tão linda que vemos na foto, chama-se difembaquia da variedade camila, que se comercializa como uma formosa planta decorativa, de aparência inofensiva.
Na realidade contém um dos venenos mais tóxicos e poderosos da natureza.
Vendo esta planta na internet e numa página sobre plantas ornamentais indica, de maneira aproximada, qual é o seu nível de toxicidade, que é, na verdade, extremo...
Sabe-se que a seiva leitosa concentrada no talo e junto ao pecíolo da folha, é usada tradicionalmente por indígenas amazónicos para envenenar a ponta dos seus dardos de caça. O simples contacto da mão sobre os olhos após a sua manipulação, produz cegueira temporaria. Pode causar a morte de um bébé em pouco menos de dez segundos e normalmente asfixia uma pessoa em pouco menos de vinte minutos.... Nunca se deve manipular sem luvas de cabedal ou borracha e sempre com extrema precaução.
A informação disponivel na internet trivializa a sua potência letal... Como é tão popular, será conveniente que as pessoas conheçam as suas características naturais para que possam decidir se vale a pena tê-la como ornamento, quando um simples contacto casual, acidental ou provocado pode causar-nos a morte em poucos instantes
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sábado, dezembro 11, 2010

Rio Alva

Quando é que a Moura Morta recuperará o seu Caneiro, não só para fazer jus ao nome mas também para mostrar algum respeito por aquilo que outrora alguém construiu...

Aqui fica o exemplo de um caneiro típico do rio Alva.

Será que algum dia a Moura Morta voltará a ter um assim?
(Sonhos de Natal)

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Acessos Vila Nova de Poiares


Distância - Ponte da Portela - Carvalho - 7 km
Distância - Carvalho - Zona Industrial - 6,5 km
Distância - Ponte da Portela - Zona Industrial de V.N. de Poiares - 14 km
Distância - Zona Industrial de V.N. de Poiares - Saída do IP3 para Miro - 9 km

Estes acessos já há muito tempo idealizados poderiam ter sido realizados com o dinheiro que têm sido sistematicamente "enterrado" na Estrada da Beira nº17.
Esta solução poderia ter um custo controlado pois a infraestrutura podia ser realizada sem ter de atravessar aldeias, a maior parte destas áreas estão na zona de pinhais e serras.
Deixo aqui um desafio aos nossos governantes para termos um Poiares "aberto", com uma ligação rápida a Coimbra e outra ao IP3, podemos com isto catapultar o desenvolvimento da nossa região; é que se isto acontecesse certamente Góis, Lousã e Miranda iriam também beneficiar com isto podendo assim ficar a ganhar todo este interior.


Mas esta é apenas a modesta opinião de um mouramortino.

Na nossa Freguesia onde houve Escola

Em Mucela, um dos Edificios onde durante muitos anos houve Escola. Hoje é casa de habitação como se pode ver pelo bom gosto do patio de entrada todo florido e com uma latada bem cuidada. A bandeira nacional exposta na janela é indicativa da epoca do Campeonato do Mundo de Futebol na Alemanha. Em determinada altura foi a casa do Alcino de Mucela. Ali ainda se fizeram uns bailaricos. ainda lá dancei à luz de candieiros a petroleo e com musica da guitarrita do Cego da Sobreira. Outro edificio onde houve Escola. De um lado era a Escola e do outro era a casa da professora.Repare-se na tipologia das janelas e do portão de entrada em ferro trabalhado. Funcionou ate ao Ano....... Vista do edificio do lado da casa da Professora. Por aqui passaram varios professores residentes. Vista do lado da Escola. Repare-se no escadorio e no portão em ferro trabalhado. Ainda la existe a trepadeira e a latada.
Escola Nova e actual. Confortavel e bem cuidada apesar de alguma degradação nas vedações.
A autarquia devia ter mais cuidado com a degradação que se verifica. Era tão facil resolver estas pequenas coisas. A professora e os alunos merecem bem mais. O antigo presidente da Junta lutou muito para dar alguma dignidade à escola. No entanto só era feito o que o antigo e actual presidente da Câmara queria. Se estiver bem, é obrigação dele. Se estiver mal, a culpa é dele. Perguntem à professora , aos alunos e aos pais.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

POESIA de JORGE DIAS

Não podia deixar passar este poema publicado no blog do meu amigo e companheiro de infancia em Coimbra, o Pedro Martins.
Jorge Dias foi meu colega na Escola Primaria, no Colegio Sagrado Coração de Jesus na Rua do Brasil em frente à Vila Marini. Não chegamos a ser colegas de turma no Liceu, porque sofreu um atropelamento brutal ao atravessar a linha de comboio no Calhabe fez-lhe perder a 4ª classe .
Depois na Faculdade, um seguiu Medicina e outro Engenharia.
Mais tarde encontrei-o como Medico em S. Martinho da Cortiça, onde gozava de especial estima.
Mais tarde ainda, soube que tinha falecido.

Tu, que deslumbras com teu olhar

Jorge Dias

1995

Do Blog http://pedroflaviano.blogs.sapo.pt/374226.html

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quinta-feira, dezembro 09, 2010

Assinada escritura da Fundação “A Comarca de Arganil”

Edição especial do centenário jornal vai ser lançada até ao final do ano, anunciando um novo ciclo de vida para “A Comarca”.

comarca_1.jpg

A última edição do Jornal “A Comarca de Arganil” foi publicada em 10 de Junho de 2009, seis meses depois de ter sido pedida a insolvência da empresa proprietária do título. Entretanto, um grupo de cidadãos determinados em "não deixar morrer" aquele jornal centenário, cuja primeira edição remonta a 1 de Janeiro de 1901, pôs mãos à obra e decidiu criar uma Fundação para retomar a publicação do Jornal. E nasce, assim, a Fundação “Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil”, cuja escritura foi assinada na passada segunda-feira e pretende pôr nas bancas, até ao final do ano uma edição especial, prevendo-se a sua publicação regular a partir de Fevereiro do próximo ano.

Como outorgantes da Fundação estão 10 elementos, “Os 10 magníficos”, nas palavras de Dias Coimbra, que encabeça o grupo, que inclui Fernando Manuel Dias, Dinis Cosme, António Carvalhais, Jorge Pereira, Mário Vale, António Lopes Machado, Pedro Pereira Alves, Carlos Andrade e Nuno Gomes. Sedeada na Academia Condessa das Canas, a Fundação tem fins "informativos, culturais, educativos, sociais, artísticos, científicos e filantrópicos, a desenvolver em toda a Beira Serra e, em particular, nos concelhos de Arganil, Góis, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital e Tábua".

Dotada com o património inicial de dois mil euros em numerário, esta dotação será reforçada com os bens adquiridos, em Maio, no âmbito do processo de insolvência da empresa A Comarca de Arganil, que correu no Tribunal de Arganil, avaliados em 275 mil euros e adquiridos com dinheiro proveniente de donativos feitos pela comunidade, com vista à sua posterior transferência para a Fundação, tendo a Misericórdia de Arganil assumido o papel de "fiel depositária dos mesmos". Os bens em causa incluem o título “A Comarca de Arganil”, o arquivo fotográfico, a colecção impressa do jornal, maquinaria diversa, incluindo o designado “prelo”, mobiliário de montagem do texto e respectivos tipos, letras em chumbo, carimbos, separadores, diversas obras editadas, entre outros.

Além de "manter e perpetuar, adaptado à actualidade, o Jornal “A Comarca de Arganil”, como veículo de informação, de promoção e defesa dos interesses de toda a região da Beira Serra e como elo de ligação entre as populações aí residentes e aquelas que, noutras paragens, continuam afeiçoadas à Beira Serra", a Fundação pretende, também, "organizar e manter o espólio histórico de “A Comarca”, através da criação de um Museu da Imprensa Regional e das Comunidades Portuguesas, projecto que será pioneiro em Portugal".

Promover acções tendentes ao desenvolvimento sustentado e integrado da região da Beira Serra, realizar e promover acções de formação e debate, instituir prémios e conceder bolsas de estudo, desenvolver iniciativas de solidariedade e acção social, através do estabelecimento de acordos de cooperação com o Estado, promover e patrocinar actividades artísticas e editoriais, são, ainda, alguns dos muitos fins a que esta Fundação se destina.

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A Casa do Vale de Escuro


Talvez por algum esquecimento, parece que nos varios slide shows nunca apareceu a Casa do Vale Escuro. Esta casa que foi mandada construir pelo Ti Augusto e a Ti Herminia que aqui viveram e tiveram os seus filhos. Mais tarde emigraram para o Brasil e quando regressaram foram viver para a Ponte de Mucela. Nesta casa nasceram os filhos Fernando, Jose, Manuel,Mario ,e Alice. Estes 2 ultimos ainda vivos. Durante anos foram caseiros da Casa do Vale de Escuro o Ti João Moleiro e a Ti Palmira ( Bruxa), avó do Andre Pereira. Mais tarde a casa foi vendida por um dos herdeiros da Ti Herminia a Artur Diniz oriundo do Barreiro que casou na Moura Morta com a Ti Maria dos Anjos da casa dos Floridos. Hoje em dia vive lá o neto Mario com a familia.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Jaime Soares é o Director de Campanha de Cavaco Silva

Eleições Presidenciais

Sede conimbricense de Cavaco Silva abre quinta-feira

A sede distrital de Coimbra da campanha para a reeleição de Cavaco Silva será inaugurada pelas 17h00 de quinta-feira (09 de Dezembro).

A referida infra-estrutura funcionará na rua da Sofia, 175B.

O director local de campanha é Jaime Soares, presidente da Câmara Municipal de Poiares e da Mesa da Assembleia Distrital de Coimbra do PSD.







in: Campeão das Províncias

domingo, dezembro 05, 2010

Associação Mosqueiros do Alva: Calendário Campeonato Nacional Pluma 2011

Associação Mosqueiros do Alva: Calendário Campeonato Nacional Pluma 2011: "1ª Divisão 1º Prova: Rio Coura - 16/17 Abril 2º Prova: Lagoa Vale do Rossim - 14/15 Maio 3ª Prova: Rio Alva - 4/5 Junho 4ª Prova: Rio Co..."

sábado, dezembro 04, 2010

Lavegadas

LAVEGADAS - LAVEGADOS - LEVEGADAS

Freguezia do Douro, concelho de Poiares, comarca da Louzan, 24 kilometros de Coimbra, 220 ao N. de Lisboa; 100 fogos.
Em 1757 tinha 57 fogos.
Orago de São José.
Bispado e districto administrativo de Coimbra.
A universidade de Coimbra apresentava anualmente o cura, que tinha 60$000 réis annuaes.


Nota: Era assim que no Sec.XVIII era conhecida as Lavegadas

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quinta-feira, dezembro 02, 2010

O Fumo das Lareiras















Numa manhã de Inverno com o sol a aparecer vindo dos lados da Ladeira da Fonte. Na casa da Ti Ilda a lareira estava acesa e deitava o seu fumosito branco. Sinal que o tempo estava bom para estar ao borralho.
Esta é a neblina das manhãs de Inverno cá pelas bandas da Moura Morta, onde alguns dias com o nevoeiro matinal o sol só aparece lá por volta do meio dia.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Faleceu o Ti Jerónimo

Pelo respeito que nos merece, damos a conhecer a infausta notícia da morte do Ti Jerónimo Abrantes da Rua de Cima.


O seu corpo será levado para a capela da Moura Morta.

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Calendário Rural : Dezembro


Em Dezembro

A uma Lebre galgos cento

Outubro, Novembro e Dezembro

Busca o pão no mar,

Mas torna ao teu celeiro

E abre o teu mealheiro

Por S. Nicolau

A neve no chão

Dia de Santa Luzia

Mingua a noite

E cresce o dia

Do Natal a Santa Luzia

Cresce um palmo o dia

O que se não faz em dia de S. Luzia

Faz-se noutro dia

Entre o Menino e o Thomé

Tres dias é

Pelo S. Thomé

O porco pelo pé

Pelo S. Thomé

Quem não tem porco mata a mulher

Pelo S. Thomé

Quem não tem porco

Prende o marido pelo pé

Se queres a desgraça de Portugal

Da-lhes tres cheis antes do Natal

A festa do Natal,

Atraz do lar,

A da Paschoa

Na praça,

A dos Espirito Santo

No campo

Por Natal sol,

E por Paschoa carvão

Pelo Natal

Bico de Pardal

Quem quizer bom alhal

Semei-o pelo Natal

Natal na praça

E Paschoa em casa

O Natal ao soalhar

E a Paschoa ao lar

Pelo Natal ao jogo

E pela Paschoa ao fogo

Ande o frio por onde andar

Ha-de vir pelo Natal

Natal em sexta-feira

Por onde puderes semeia,

Em domingo

Vende os bois e compra trigo

Pelo Natal,

Se hover luar

Senta-te ao lar,

Se houver escuro

Semeia outeiro e tudo

No fim de Natal

Crescem os dias

Um passinho de Pärdal

Depois que o Menino nasceu

Tudo cresceu

Nem no Inverno sem capa,

Nem no Verão sem cabaça

Quem não tem calças no Inverno

Não fies delle teu dinheiro

Quem vae ao S. Silvestre

Vae numa nno e vem noutro

E nunca se despe

Dia de S. Silvestre

Quem tem carne que lhe preste

Dia de S. Silvestre

Não coma bacalhau que é peste

S. Nicolau

Santa Luzia

São Thomé

Natal

S. Silvestre

6 de Dezembro

13 de Dezembro

21 de Dezembro

25 de Dezembro

31 de Dezembro

Fonte :

Revista Lusitana, vol II, Livraria Portuense, 1890-1892, pp140-142