segunda-feira, março 31, 2014

O Velho Pontão da Ribeira

Já ha uns anos se mencionou aqui neste Blogue a possibilidade da recuperação e manutenção do antigo Pontão da Ribeira que acaba por ser uma obra de interesse publico e que demonstra bem a capacidade que os nossos antepassados ja tinham na construção de pontes e pontões.
É de referir que resistiu ás Invasões Francesas aquando da sua fuga e apos terem acampado entre a Ponte de Mucela-Barreiro-Moura Morta. O nosso Pontão foi poupado pois a fuga foi encetada pela Ribeira de Sabouga ate  aos termos da Santa Quiteria.
O nosso Pontão é da mesma linhagem deste Pontão que se encontra bem mantido e se localiza perto da Lousã na Ribeira de S. João.
Era bom que conseguissemos recuperar alguma patrimonio antigo dos nossos antepassados. Este é dos unicos na nossa Freguesia.
Sabe-se que a unica coisa que chegou ate ao nosso tempo e dos nossos antepassados mouros, foram os "morouços" que infelizmente, alguem sem cultura nenhuma e na sofreguidão da pato bravice deu ou vendeu ao desbarato todo o espolio das lavarias do ouro do Rio Alva.
Ao menos, agora que se mantenha e recupere este Pontão que tanta agua viu passar por baixo e foi durante seculos a porta de entrada da Moura Morta.

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Procura-se terreno florestal na Moura Morta

Se alguém tiver algum terreno Florestal para Venda:

- Deixem nos uma mensagem ou email: mouramorta@gmail.com
ou digam ao Filipe.

Existe uma pessoa que procura um terreno florestal na Moura Morta

Efemérides de Mouramortinos - 31 de Março

Cristiana Santos
Festeja hoje o seu Aniversário

A Cristiana vive na Moura Morta é Neta da Ti Manuela, filha do João Manuel e da Sandra.


O Blog da Moura Morta Morta,
deseja-lhe muitos parabéns,

muitas felicidades
e muitos anos de vida.

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sexta-feira, março 28, 2014

Conferência de Imprensa Moura Morta

 Nesta Quinta Feira decorreu na Moura Morta uma conferência de Imprensa com duas das personalidades Políticas com "maior peso na Região", o Presidente da Conselho Regional e o Presidente da Comunidade Intermunicipal.

Presidente Assembleia Municipal, Presidente Conselho Regional CCDR, Presidente da Câmara, Presidente da Comunidade Inter Municipal e o Presidente do Centro de Convívio da Moura Morta

Algumas das palavras deixadas pelo Presidente do Centro de Convívio:
Exmo Sr. Sr. Presidente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro Dr. João Azevedo, Exmo Sr. Presidente da Comunidade Intermunicipal Dr. João Ataíde, Exma Sra. Presidente da Assembleia Municipal e permitam-me cumprimentar todos os presentes na pessoa do Sr. Presidente de Câmara de Vila Nova de Poiares Dr. João Henriques

Boa tarde e Bem vindos à Moura Morta, uma das terra mais antigas com foral entre Linhares da Beira e Coimbra no ano em que festejamos os 853 anos da atribuição da Carta Foral dada por D. Afonso Henriques no ano de 1151.

A Moura Morta já pertenceu às freguesias de Pombeiro da Beira, Sanguinheda e São Martinho da Cortiça, passou a pertencer à freguesia das Lavegadas desde 1898, 1 das 4 freguesias do Concelho de vila nova de Poiares, sendo a maior aldeia das 7 que compõe a freguesia temos pouco mais de 60 habitantes, sendo que mais de 30% tem mais de 60 anos.
Temos uma comunidade emigrante que já representa Cerca de 7% da nossa população. No ano de 1900 tínhamos uma população superior a 500 habitantes.

A nossa freguesia que tem cerca de 15% da área do Concelho mas apenas 2% da população, perdemos seguramente neste ¼ de século metade da nossa população.
Estamos ladeados pela Estada Nacional 17, a Distância ao centro da Vila: 10 km assim como ao IP3 e IC6 e 30 km à nossa Capital de Distrito, Coimbra e a 70 km da Figueira da Foz.

Na nossa freguesia Não temos:
- Saneamento
- Escolas
- Centro de dia
- Cafés
- Mercearias

O único estabelecimento comercial que existe em toda a freguesia é uma oficina. E Não, não estamos no interior mais profundo

Fundo de Coesão Europa 20-20 vai olhar para a desertificação? e o que é para a CCDR a Coesão?


 Tivemos uma grande moldura humana para testemunhar mais um momento histórico na vida da nossa aldeia.

O Presidente da Câmara João Henriques mostrando aos convidados a maravilhosa vista do Coreto e mostrando algumas das nossas riquezas:


A Floresta, A Serra, O Rio, e as nossas Paisagens!

Por fim gostariamos de agradecer ao Munícipio, na pessoa do Senhor Presidente, o facto de ter escolhido a Moura Morta para a Conferência de Imprensa.

quinta-feira, março 27, 2014

Tesouro Algarvio

Podemos ver este Tesouro Algarvio....que podia ter sido filmado tambem aqui na Moura Morta.
Os costumes e as tradições ligadas à nossa agricultura são ancestrais.
O tirar água ao "burro" é uma pratica e uma tec nologia herdade dos arabes ( mouros) que habitaram aqui as nossas terras. Não nos podemos esquecer que os mouros estiveram aqui tantos anos, como os que se seguiram desde Afonso Henriques ate aos dias de hoje.

NOTICIA TRISTE - Faleceu o Ze da Ti Maximina

Faleceu na 2ª feira ( dia 24) na zona da Grande Lisboa  Jose F. Marta, filho do Ti Angelo Marta e da Ti Maximina. O seu funeral foi seguido de cremação.
Vivia na zona de Miratejo . Saiu em novo da Moura Morta para ir trabalhar em Moçambique.
O Blogue da Moura Morta apresenta sentidas condolências a toda a familia.

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quarta-feira, março 26, 2014

Poetas populares - O que se vai ouvindo por aí

Chamo-me Passos Coelho 
Cortador de profissão 
Corto ao jovem, corto ao velho, 
Corto salário e pensão 

Corto subsídios, reformas 
Corto na Saúde e na Educação 
Corto regras, leis e normas 
E cago na Constituição 

Corto ao escorreito e ao torto 
Fecho Repartições, Tribunais 
Corto bem-estar e conforto, 
Corto aos filhos, corto aos pais 

Corto ao público e ao privado 
Aos independentes e liberais 
Mas é aos agentes do Estado 
Que gosto de cortar mais 

Corto regalias, corto segurança 
Corto direitos conquistados 
Corto expectativas, esperança 
Dias Santos e feriados 

Corto ao polícia, ao bombeiro 
Ao professor, ao soldado 
Corto ao médico, ao enfermeiro 
Corto ao desempregado 

No corte sou viciado 
A cortar sou campeão 
Mas na gordura do Estado 
Descansem, não corto, não.

Eu corto a Bem da Nação

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terça-feira, março 25, 2014

Conferência de Imprensa Centro de Convívio da Moura Morta

Esta Quinta Feira, 27 de Março, pelas 17:00h
O Sr. Presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, virá ao nosso Centro de Convívio em visita oficial com o Sr. Presidente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Dr. João Azevedo, para uma conferência de Imprensa seguida de lanche.
Estão todos Convidados!


Efemérides de Mouramortinos - 25 de Março

António Fernandes Lima Festeja hoje o seu 89º AniversárioFoto de Arquivo -Fotografia anterior ao ano de 1970


António Fernandes Lima nasceu em 1925 é reformado, casado com a Ti Deolinda e com uma filha a Dr. Elsa Correia, estudou na escola de Mucela onde concluiu a instrução primária.
Desde muito cedo, iniciou a sua vida no mundo do trabalho, no tempo em que a expressão "Exploração do trabalho infantil" não tinha qualquer significado!
Após a instrução primária começou o seu trabalho na agricultura para ajudar a sua mãe viúva e com 4 filhos para sustentar, sendo ele o mais velho dos rapazes, tinha de ajudar no sustento da casa. A agricultura era algo em que se trabalhava de sol a sol, mas trabalho muito mal pago, foi então que optou por um trabalho de Serrador, bastante duro mas que em contrapartida proporcionava uma melhor féria (ordenado).
Aos 20 anos entrou na vida militar e após a sua conclusão ingressou na Polícia de Segurança Pública onde prestou serviço alguns anos até ser destacado para a Polícia de Viação e Transito.
Agora é reformado e divide a sua vida entre Coimbra e a Moura Morta (embora as visitas não sejam tão frequentes como outrora).
Foi Presidente da Junta de Freguesia de Lavegadas num período conturbado da gestão autárquica.

Sócio mouramortino Nº. 36, Sócio do Centro de Convívio desde 09 de Outubro de 1977.



O
Blog da Moura Morta Morta,
deseja-lhe muitos parabéns,

muitas felicidades
e muitos anos de vida.

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segunda-feira, março 24, 2014

Neste Inverno o Rio Alva esteve bruto ...

Bela fotografia de uma das cheias deste Inverno. O Caneiro da Moura Morta estava completamente afogado e a estrada circundante à moenda.....desapareceu na enxurrada. Este desaparecimento é ciclico e conveniente, pois todos os anos a estrada de "acesso à agua" é reparada e reconstruida permitindo boas acessibilidades na envolvente da Moura Morta. Esta estrada foi financiada com verbas para ser mesmo assim...de acessos facilitadores à àgua do rio.

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sábado, março 22, 2014

Efemérides de Mouramortinos - 22 de Março

Ricardo nasceu a 22 de Março de 1977
 

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Efemérides de Mouramortinos - 22 de Março

Foi com enorme alegria que encontrei através da Internet, nos Mundos das redes sociais o amigo Ricardo Pereira, filho do Ti André e da Lena que vive no Luxemburgo!



Foi através do Facebook da esposa do Ricardo, a Marie Pereira, que chegámos a contacto com o Ricardo e ficámos a perceber que também ele e a família vão acompanhando o que se passa na Moura Morta, que também é a sua terra, através do nosso blogue!
Desta forma também o seu Filho Dylan Pereira pode ir visitando a Moura Morta e conhecendo melhor a terra de onde partiu o seu pai e onde vive o seu avô.

Será que o Ricardo ainda se lembra das nossas diabruras na escola, na altura o jogador favorito do Ricardo era o
Mats Magnusson, nessa altura o Ricardo sempre que fazia uma finta gritava, "Mats Magnusson".

As nossas histórias na Praia de Quiaios quando os miúdos da Moura Morta lá passavam férias na colónia balnear,das fugidas para ir apanhar camarinhas!

Será que o Ricardo ainda se lembra quando a professora de música , já na Escola em Vila Nova de Poiares, tentou criar uma banda com a nossa turma...Que o Nuno Brandão saltou Porta fora, quando furou o tambor tal foi a força das " marteladas"!

Quando saltávamos de cima da Placa da Casa do Zé Carlos para cima do Monte de areia, mas a lavávamos connosco um chapéu de chuva aberto... Quando o Tonito e o Norberto saltaram os dois Juntos com o chapéu que o avô deles lhe tinha emprestado, escusado será dizer que o Ti Zé da Ribeira ficou com o chapéu destruído...

(Certamente que o Ricardo ficará com um sorriso nos lábios ao recordar-se destas e de algumas outras histórias).


Agradeço à Marie Pereira (esposa do Ricardo) o facto de nos ter enviado a foto.

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segunda-feira, março 17, 2014

A Moda do Pe Descalço

Pé descalço  Por Eng. Manuel Farias

Por vezes assistimos a grandes discussões sobre a autenticidade do calçado no folclore português: se as botas podem ter rasto de borracha, se as chinelas podem ter bordados e lantejoulas, se os tamancos são com biqueira levantada, se o couro é preto ou castanho natural, etc. E que tal ir um pouco mais além e questionar: dentro do mesmo grupo de folclore quem deverá andar calçado e quem deverá andar descalço?
Vamos descalçar esta bota.

Os últimos reis da dinastia de Bragança tomaram medidas para modernizar os usos lisboetas, nomeadamente através da proibição de entrar em Lisboa com pé descalço. Os reis Luis e Carlos promulgaram decretos sobre esta matéria e deu em nada, numa altura em que os portugueses tinham o uso arreigado de andar descalços, por penúria ou tradição; mesmo nas estações mais frias, esta prática era observada pela vasta multidão de indigentes das cidades e seus sub-urbanos e pela generalidade dos aldeões com coirato enrijecido. A primeira república produziu pouco, em matéria de legislação e em condições materiais, apesar dos relatos cruéis e severos dos estrangeiros, referindo os portugueses como selvagens, numa época em que “…nem os marroquinos andam descalços”.
A Liga Portuguesa da Profilaxia Social foi fundada em 1924 por três jovens médicos (António Magalhães, Cândido Cosa e Veiga Pires) e uma das suas primeiras campanhas foi dirigida ao uso do pé descalço, considerando-o “…indecoroso, inestético e anti-higiénico”, através da publicação do livro “O Pé Descalço – Uma Vergonha Nacional que Urge Extinguir”, em 1928 e que viria a ser objecto de reedição para uma nova e intensa campanha dirigida ao norte do país, para erradicar os persistentes, em 1956. Em Agosto de 1926 foi publicado o decreto-lei nº 12073 que impunha:
a)      É proibido o trânsito de pessoas descalças na via pública das áreas das cidades, que serão delimitadas por postura municipal;  
b)      As disposições poderão igualmente ser aplicadas a outras localidades por decisão dos governos civis;  
c)       A transgressão do disposto será punida com uma multa de $50 a 2$00. A reincidência será punida com o dobro da pena.
Isto significa que me 1926 as autoridades apenas proibiam o uso do pé descalço dentro das cidades. Em simultâneo, o Estado Novo editou brochuras sobre a necessidade de erradicar estes usos, visando tirar das cidades mendigos, desempregados que podem trabalhar, vendedores ambulantes e outros parasitas que se servem de “…manha, insolência, ameaça, violência, etc.”. Naturalmente, o Estado Novo combinava o propósito de erradicação do pé descalço com a violência social da sua ideologia de direita, atacando a pobreza através de decretos e varrendo o lixo civilizacional para debaixo do tapete da classe dominante.
Com estas medidas poderemos dizer que o hábito do descalço nas cidades foi erradicado na década de 30 do século XX, com forte empenho dos governos civis e fiscalização da PSP. O uso manteve-se arreigado no mundo rural português, que representava em meados do século XX mais de dois terços da população.

Em Agosto de 1947, foi promulgado o decreto-lei nº 36448 que deu um novo impulso a este movimento profilático. A nova campanha foi simultânea com programas de vacinação anti-tétano e apoiada na sensibilização para a saúde pública. Com efeito, este fenómeno não era explicado apenas pelo argumento da pobreza, mas sobretudo pela habituação; os documentos da época consideravam que o Alentejo era a única região do país onde os rurais andavam calçados.
Na década de 50, muitas pessoas, mulheres e homens, foram apresentadas ao Tribunal de Polícia, depois de presas durante 1 ou 2 dias, quando eram apanhadas a circular descalças nas cidades e nas vilas, já que nas aldeias a liberdade era outra. Aqui viam-se mulheres com arcadas de ouro e pé descalço, no verão sempre e muitas vezes todo o ano. Viam-se homens com botas dependuradas ao ombro, ou tamancos metidos nos alforges, para calçar apenas na chegada à vila, evitando assim multas e chatices.
Onde está este uso do povo representado nos grupos de folclore?
Fonte: Jornal Folclore, nº 202, edição Dezembro 2012
 De

CASAMENTO em Belem do Pará de descendente da Moura Morta

 Aqui temos um ramo dos herdeiros da casa da Vinha.
Casou no fim de semana passado o Jose Henriques, filho mais novo do Leonel da Vinha e da Eunice da Gândara. Nascido e criado em Belem do Pará por lá tem feito a sua vida...e casou agora. O Jose Henriques tomou o nome do bisavô - Ze do Caneiro e tambem os Coimbras por parte da avó Margarida. É conhecido em Belem do Pará pelo Henriques Poiares, talvez por ser um dos proprietarios da Panificadora Poiares e por ter pinta e fama do trisavô Catraia..
O Jose Henriques nunca veio a Portugal assim como a sua irmã Leonice. O unico que esteve em Portugal foi o Albino Americo, aquando das partilhas por morte do seu avô Americo da Vinha.
Na foto vê-se o casal nubente, a irmã Leonice, e o irmão Albino Americo e a mulher Ivani de Fatima casados tambem há pouco tempo.
O Blogue da Moura Morta , deseja a estes mouramortinos as melhores felicidades e cá esperamos por eles.

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O Blogue de Julie Fox da Moura Morta - R is for Rain in Portugal


R is for Rain in Portugal 

February 21, 2014 · by · in ,

It’s not just the British who love complaining about the weather, the Portuguese do their fair share of grumbling at this time of year.
No one really minds a day or two of rain. After all, we all know how necessary it is in the scheme of things, especially those of us who have sweated through long dry summers. By the third day of non-stop rain, however, the novelty has worn off and the garden has had a thorough soaking. We want our blue skies and sunshine back; they make it so much easier to deal with the day, both in practical terms and psychologically.
After a week of rainy days, everyone is noticeably grumpier and more lethargic.
After two weeks of pretty much constant downpours, the washing is piling up, water has found sneaky ways to enter buildings and rivers have broken their banks.
River Alva in flood, Moura Morta
River Alva in flood, Moura Morta. There was a road under here.
The optimist in me keeps telling me that after two weeks, we should be due a respite, although I know from experience that we often get full months of solid rain.
That’s what we got in January, or so it seemed. Oh well, I thought. February is bound to be better; I remember sunbathing in the garden last February.
This year? Not a chance!
Instead of winter sun, we’ve had some frighteningly bad storms and rain almost every day. I know Portugal isn’t the only country to have suffered severe weather conditions but since most people think of it as a sunny country, the shock of rough weather smacks us round the back of the head every time. 
(By the way, if you’re wondering about severe weather conditions in Portugal or any other European country, this site shows current warnings.)
Across the country, roads have collapsed, trees have fallen, giant waves and ferocious winds have caused millions of euros worth of damage and I’m thankful not to have suffered personally. In fact this year, by some miracle, my internet connection hasn’t been cut off – I just hope I’m not jinxing myself with that!. We’ve had minor power cuts and I have a permanently shrieking phone line but as long as the internet works, so can I.
Expat Tip: If you’re moving to Portugal and wondering which internet provider to use, I’d strongly recommend anything that isn’t dependent on the phone lines. I have no choice at the moment but you might save yourself a lot of headaches. 
Dirty black storm clouds
Dirty black storm clouds in Moura Morta

And on it goes

I’ve lost count of how many days it’s rained this winter but I do know that dry days, let alone sunny ones, have been scarce. Despite the central heating, patches of mould have sprouted on our walls and both me and the dog are getting fatter as our walks get shorter, and the River Alva has been flooded for weeks. The air is so damp that nothing dries, even under cover. I’m extremely glad we invested in a tumble dryer during a similarly rainy winter a few years ago. Another purchase that’s proved its worth is the dehumidifier although I probably should have started using it before the mould, not after it.
Expat Tip: Most older Portuguese properties don’t have central heating so in practice, one room gets too hot while the others are freezing, and probably damp. If you can, you should seriously consider installing central heating. We went for a pellet stove so we can programme it to start warming the house before we get home from work and we love it.

More rain in Portugal than in the UK

While we were bemoaning  the rain, a Portuguese colleague surprised me by telling me that Portugal’s annual rainfall is actually greater than that of the United Kingdom. We just get it all in huge doses instead of spread throughout the entire year! While I haven’t managed to come up with exact figures to prove or disprove his claim, the UK does appear to get a lot less rain than I thought. Here’s the wikipedia link if you want more on that.
And there’s definitely more rain here than I expected. One consolation is the number of rainbows we get, often double ones. Sometimes, they even land in our garden but I always seem to be walking the dog when that happens. Now where did I leave my shovel…?
 
http://juliedawnfox.com/2014/02/21/r-rain-portugal/


Double rainbow in Moura Morta
Double rainbow in Moura Morta

Is there an end in sight to all this rain?

Not for at least a week. According to the weather forecast, we should get three whole days of sunshine to get March off to a good start. I’ll keep my fingers crossed for that.
Expat Tip: If you want to practice your Portuguese weather vocabulary with a detailed local weather forecast that has plenty of images to help you understand it, try tempo.pt.
I hope I haven’t made you too miserable with my latest Personal A to Z of Portugal post. If you haven’t been following my alphabet, check out the other A to Z posts here. They’re not all complaints about the weather, I assure you.

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domingo, março 16, 2014

Na Moura Morta preparam-se as Terras para as Sementeiras



Rituais da morte e o luto no traje

De todos os mistérios de vida dois são certos, o nascimento e a morte. Se o primeiro é encarado com alegria e regozijo, o segundo é trágico e triste, muito embora a doutrina cristã defenda ressurreição da alma.
Por ser um assunto difícil de abordar na nossa sociedade, os trajes de luto e os rituais da morte raramente são representados pelos grupos etnográficos e folclóricos.
Não querendo ser extenso nesta matéria, procurei alguns apontamentos etnográficos que caracterizassem estes momentos da vivência de qualquer pessoa.
Os rituais fúnebres, além de possibilitarem contactos afetivos e de conforto entre parentes, apresentam simbologias que pretendem concretizar o ocorrido.

Retrato de mulheres, sec.XX, Museu de Arte Popular,
Instituto dos Museus e da Conservação, I.P. / Ministério da Cultura 
Em Portugal os rituais da morte são profundamente influenciados pela tradição católica, resultando num protocolo rígido na representação da infelicidade da família enlutada perante a sociedade.
O preto era a cor do luto e quer homens, mulheres ou crianças, despojavam-se das demonstrações exteriores alegria, havendo uma enorme preocupação em cumprir o luto devido por morte de um familiar. No caso de pais ou filhos eram de 18 meses a 2 anos, de um irmão 1 ano, avós 8 meses e tios 3 meses.
Se havia um casamento marcado adiava-se, a matança não era feita, não havia festas até passar o tempo de luto fechado, depois começava-se a aliviar o luto até aos 2 anos.
O anúncio da morte de alguém era feito pelo toque do sino da igreja (o chamado “dobrar” que ainda hoje assim se faz em algumas regiões) e depressa passava de boca-em-boca o nome do falecido.
Os defuntos não iam para a igreja, eram velados em casa. A casa era desprovida de quaisquer elementos decorativos e até o relógio era levado para casa de uma vizinha para não se ouvir o barulho do pêndulo. A casa era despojada de móveis e a vizinhança emprestava as cadeiras. Em algumas aldeias a água que havia nos cântaros era deitada fora e também se tiravam os enchidos que estavam na chaminé.
O corpo era arranjado, vestido com a melhor roupa, muitas vezes já previamente predestinada (o fato da mortalha), e ficava em cima da cama, até que no dia seguinte era enrolado numa colcha, metido no caixão e saíam com ele a pé para o cemitério. Junto à cama era colocado um copo ou uma taça, com um raminho, com o qual se aspergia o morto.
Carpideiras no funeral de Juan Lara" - 1951 - Cáceres - W.Eugene Smith
Com grandes prantos, fazendo elogios ao falecido e maldizendo a sorte carpidava-se o morto demonstrando a dor da família enlutada, tarefa relegada para os elementos femininos da família, ou “contratavam-se” carpideiras para demonstrar que o falecido era muito querido.
Se era uma criança (os anjinhos ou injinhos), o corpo era colocado numa urna branca e levado ao cemitério por crianças mais velhas. Se era uma rapariga donzela, vestiam-na de noiva com uma grinalda.
Depois do funeral era a vizinhança que cozinhava para a família enlutada e que ajudavam na limpeza e arrumação da casa. No Alentejo a casa não era caiada, nem nessa altura, nem durante o tempo do luto.
Durante todo o tempo de luto fechado os amigos e a vizinhança mais próxima repartiam o que havia com a família enlutada, respeitando a infelicidade e ajudando uns aos outros.
No que respeita à missa de 7º dia, está relacionada com a tradição católica e às referências na Bíblia ao luto de 7 dias:
·         O luto de Jacó durou 7 dias (Gn 50,10)
·         Saul foi enterrado e fizeram um jejum de 7 dias (1Sm 31,13)
·         O povo chorou a morte de Judite durante 7 dias (Jt 16,24)
·         O luto por um morto dura 7 dias (Eclo 22,11)
O Luto no Trajo
Viúva - Rancho Folc. Casa do Povo da Glória do Ribatejo
Em Portugal os rituais da morte entre os finais do sec.XIX e início do sec.XX têm origens muito antigas e diversas influências culturais, resultando num protocolo rígido na representação da dor da família enlutada perante a sociedade
Na tradição popular portuguesa o luto era profundamente vivido e socialmente controlado. Essa vivência fazia com que fossem colocados de lado os trajos mais vistosos, muitas vezes para o resto da vida, como aconteceu com o traje de branqueta da Póvoa do Varzim após o naufrágio de 1892, que enlutou a maioria das famílias dessa região, apenas sendo ressuscitado em 1936 por Santos Graça.
Pormenores do luto no trajo feminino:
Por morte de um parente, as mulheres vestiam-se de preto e quase tapavam o rosto, sendo socialmente apontadas ou marginalisadas aquelas que não o fizessem. Era sinal de respeito quase religioso.


Retrato de camponesa, sec.XX, Museu de Arte Popular,
Instituto dos Museus e da Conservação, I.P. / Ministério da Cultura
A mulher cobre a cabeça com o mais singelo dos lenços negros e as capas, saias de costas, xailes e biucos criam um “casulo” interiorizando a dor e isolando-a do mundo que a rodeia de forma a se tornar invisivel à sociedade.
No Alentejo e Algarve a mulher não tirava o lenço da cabeça nem o xaile das costas. Mesmo no trabalho do campo, de Verão ou Inverno, as mulheres usavam grandes xailes em bico, meias, lenço e chapéu.
No Minho surge o Traje Escuro ou Dó em sinal de luto ou quando um parente partia para o estrangeiro. Usado para simbolizar dor pela separação, motivada por ausência temporária ou mesmo definitiva de um parente. Na verdade, a diferença marcante dos demais trajes, deve-se a tonalidade que no caso presente e como não poderia deixar de ser predomina a cor preta.
Na Póvoa do Varzim a mulher usava casaco e saia pretos, lenço preto na cabeça, embiocado, e uma saia de costas, também preta, muito semelhante à saia de vestir, com pregas miúdas junto à cintura, embora mais curta e com menos roda. Colocada sobre a cabeça, envolve o corpo até à cintura. O trajo de luto anulava praticamente a figura da mulher. Como sinal de tristeza profunda, de renúncia ao conforto e desprendimento dos bens materiais, esconde o rosto dos olhares intrusos e anda descalça.


"Mulher da Nazaré", Artur Pastor
Também na Nazaré a capa, colocada sobre a cabeça, esconde a cara da mulher e o seu sofrimento, nesta altura chapéu perde o tradicional pom-pom de lã.
No que se refere às joias, durante o luto fechado apenas utilizavam os brincos, aos quais eram cozidos uns paninhos pretos para disfarçar o brilho do ouro, ou então, para quem tinha essa possibilidade, usava brincos com pedras escuras: azeviche, granada, hematita, e ônix.
Em Portugal, no concelho da Batalha, nas minas de Alcanadas (Barrojeiras e de Chão Preto), até ao início do século XX, era extraído o azeviche utilizado na realização de jóias usadas durante os períodos de luto da família pela Família Real Portuguesa. Também era extraido azeviche em Peniche.



Brincos de 1880 em azeviche. Acervo do Metropolitan Museum
Pormenores do luto no trajo masculino:
Aos homens eram impostas menos regras sociais que ás mulheres, para além do resguardo do tempo de luto obrigatório.
Genericamente o homem também adoptava o fato preto, ou da cor mais escura que tinha. Mesmo no trabalho passa a vestir-se integralmente de preto.
No Alentejo e Algarve os homens andavam com a barba grande pelo menos durante 1 mês e não iam à taberna. Em algumas localidades usavam um lenço amarrado à cabeça por debaixo do boné ou do chapéu.
O uso do Gabão também era comum, sobretudo na Póvoa do Varzim e Nazaré. Este era feito de tecido de lã castanha (saragoça) com cabeção, capuz e mangas compridas. 
Nas frentes, carcela e bolsos metidos a costura era pespontada a branco. Forro de branqueta. O capuz cobria não só a cabeça, mas ocultava o próprio rosto, resguardando-o de olhares estranhos

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sexta-feira, março 14, 2014

MOURA MORTA aos olhos de uma Mouramortina Inglesa....

quinta-feira, março 13, 2014

Efemérides - 13 de Março

Jaime Soares



Jaime Carlos Marta Soares, nascido a 13 de Março de 1943, Sócio Mouramortino n.º 53,, faz hoje 71"aninhos".
Foi presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares desde 1976 até 2013!
Natural da freguesia de Santo André, Vila Nova de Poiares, licenciou-se em Direito depois dos 60 anos em Coimbra. Durante parte da sua vida foi bombeiro voluntário, sendo bombeiro há mais de 40 anos.
Entre os inúmeros cargos desempenhados destacam-se a presidência da associação Nacional de Municípios, Presidente da Federação dos Bombeiros Voluntários.

Sócio do Centro de Convívio da Moura Morta desde 12 de Novembro de 1977.

O Blog
da Moura Morta Morta
deseja-lhe muitos parabéns,

muitas felicidades
e
muitos anos de vida.



Publicado originalmente a 13-03-2007

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domingo, março 09, 2014

A Moura Morta desta Época

As chuvas que ocorreram desde o inicio do ano, provocaram alguma instabilidade nos terrenos havendo por isso algumas pequenas derrocadas de terrenos. É o caso desta queda de "lajes" na estrada á beira do rio e que vai dar à moenda. A estrada está assim interrompida aguardando melhores dias para se efectuar a limpeza, bem como arranjar-se a travessia da moenda que dará para a Estrada da Redonda.
Esta estrada foi aberta com verbas de um protocolo de "acesso à agua" num programa de Combate aos Fogos Florestais. Aguarda-se que seja tambem protocolado programa identico que permita a abertura de uma estrada " ribeirinha" entre a Redonda- Consalinha- Barragem das Fronhas.
Ainda vê um caudal razoável no Rio Alva, com toda a cobertura do Caneiro.

As Mimosas em Flôr.

Estamos na época das Mimosas em Flôr. Estas "australias" que são uma praga acabam por alegrar as nossas paisagens nesta época do ano.


sábado, março 08, 2014

Efemérides de Mouramortinos - 8 de Março

FÁTIMA FERNANDES PESLIER
Festeja hoje o seu Quadragésimo Quarto Aniversário

Sócia Mouramortina n.º 124
Sócio do Centro de Convívio
desde 01 de Agosto de 2007
Fátima Fernandes Peslier, Nasceu a oito de Março de 1970 em França.A Fátima é conhecida na Moura Morta como a Fátima "francesa", é filha do "Ti" Carlos Fernandes e Sra. Emília Fernandes.
Desde sempre viveu em França onde constituiu família, casada com o Dominique, têm 2 filhos.

Para a Fátima o Verão era quase sempre sinónimo de Moura Morta, desde a sua infância até a sua vida adulta, onde passava com o seu irmão e os seus primos as férias em casa dos seus Avós paternos. Ainda hoje e sempre que a sua vida profissional lhe permite visita a Moura Morta pessoalmente, porque através da Internet pode-nos visitar diariamente.

A nível profissional é empresária no sector da construção Civil, seguindo desta forma o negócio iniciado pelo seu pai.

O Blog da Moura Morta,
Deseja-lhes muitos parabéns,
Muitas felicidades eMuitos anos de vida. Joyeux anniversaireJoyeux anniversaire
Joyeux anniversaire Fátima

Joyeux anniversaire


A mamã da Fatinha, o seu irmão Paulo, Célia e sobrinho enviam-lhe um grande beijo de parabéns.

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quinta-feira, março 06, 2014

O Vinho da Moura Morta


quarta-feira, março 05, 2014

Efemérides

Enviem-nos as vossas aniversários e casamentos de mouramortinos, desde que nos fizessem chegar tais noticias.
Também daremos se assim o entenderem, as más noticias.

Enviem a para para o mail de :

mouramorta@gmail.com ou para o facebook!

segunda-feira, março 03, 2014

Efemérides de Mouramortinos - 3 de Março

ANTÓNIO FERREIRA LUCAS
celebra hoje os seus 88 Anos

António Ferreira Lucas nasceu em Mucelão a 3 de Março no ano de 1926, casou na Moura Morta com a falecida "Ti Alda da Lomba", foi empresário no sector da comercialização de materiais de construção estando agora reformado. A sua vida esteve sempre dividida entre a Ponte da Mucela (onde tinha a empresa) e a Moura Morta onde morava. Uma das curiosidades do Ti Ferreira era a sua pontualidade, quem andasse no campo e visse a carrinha "forguneta" azul do ti Ferreira por volta da hora do almoço sabia que era "meio dia menos cinco" e ao fim da tarde quando se via a carrinha azul a passar em direcção a sua casa já se sabia que eram sete da tarde.

Ti António e Ti Alda
Sócio Mouramortino n.º 78
Sócio do Centro de Convívio da Moura Morta desde 15 de Abril de 1977
Na foto podemos ver a sua neta Mariana e o seu filho "Zé" António
O Blogue
da
Moura Morta,
Deseja-lhes
Muitos parabéns,
Muitas felicidades
e
Muitos anos de vida.

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domingo, março 02, 2014

Efemérides de Mouramortinos - 2 de Março

José Henriques Serra Ferreira dos Santos, filho de Leonel Ferreira dos Santos ( Vinha) e de Eunice Serra dos Santos ( Quinta da Gândara).
 
Nasceu a 2 de Março de 1971 em Belém do Para cidade onde vive.


José Henriques Serra Ferreira dos Santos festeja Hoje os seu 43º Aniversário






Descendente da Moura Morta e da Gândara de Mucela nunca visitou Portugal.



O Blog da Moura Morta Morta,
deseja-lhes muitos parabéns,
muitas felicidades
e muitos anos de vida.



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