quarta-feira, julho 11, 2018

“Praia Acessível” no Rio Alva . O que se faz noutros Concelhos

O que poderia acontecer na Moura Morta. A centralidade da sede do Municipio não tem permitido que se olhe para as praias fluviais do Concelho, como outross que previligiam a proximidade da agua. O Concelho de Oliveira do Hospital tem feito um trabalho nesta area realçando a importancia das suas praias fluviais quer no Rio Mondego, quer no Rio Alva.
Qual sería o investimento para que se fizesse o mesmo na Moura Morta?
Galardão de “Praia Acessível” em S. Sebastião da Feira no concelho de Oliveira do Hospital. A Praia Fluvial de S. Sebastião da Feira, hasteou esta tarde a bandeira de “praia acessível”, renovando o galardão pelo segundo ano consecutivo. O presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e S. Sebastião da Feira, deu conta da sua satisfação pela renovação da bandeira, que atesta a existência de condições para que todas as pessoas, mesmo as de mobilidade mais reduzida, possam aceder às águas do rio Alva. “Para nós é uma satisfação, podermos colocar ao dispor dos cidadãos da freguesia e desta região uma praia com todas as condições, para que possam usufruir das águas do rio Alva”. A colocação de “estrados” até à água é um dos exemplos da acessibilidade, que é proporcionada na praia de S. Sebastião da Feira, que não desiste do objetivo de poder contar com uma cadeira anfíbia. “Este ano ainda não foi possível, mas esse vai ser um dos nossos objetivos. Se calhar, o principal objetivo do próximo ano”, referiu. O autarca não escondeu, porém, a “mágoa” pelos prejuízos que resultaram do grande incêndio de 15 de outubro e que afetaram esta zona balnear. Situação que obrigou a que tivesse que voltar a ser feito um trabalho “quase do zero”. “Todas as infraestruturas que tínhamos, tudo ardeu. Isto foi tudo quase começar do zero. Há aqui um grande trabalho, um grande investimento da nossa parte”, afirmou Rui Coelho em declarações à Rádio Boa Nova, considerando que a sua preocupação é “dar muita vida ao Vale do Alva, pelo menos na época balnear”. Para o vice-presidente do Município de Oliveira do Hospital, a praia fluvial de S. Sebastião da Feira “é um ganho” para o concelho. O autarca destacou, em particular, o esforço e investimento levado a cabo pela Junta de Freguesia que quase em tempo record, conseguiu recuperar o espaço que, no passado dia 15 de outubro, foi penalizado pelo incêndio e “há cerca de um mês sofreu uma enxurrada de cinza e lama”. Um trabalho que permite que, hoje, os visitantes desfrutem de “um espaço acolhedor e apetecível, com um belíssimo espelho de água e infraestruturas de apoio”. O responsável adiantou, também, que a praia fluvial de S. Sebastião da Feira integra, a partir deste mês de julho, o grupo das praias fluviais da Rede das Aldeias de Montanha. O hastear da bandeira de praia acessível em S. Sebastião da Feira ficou marcado pelo “mergulho coletivo”, protagonizado por um grupo de crianças e jovens que ali marcou presença, no âmbito do programa Férias Ocupadas, promovido pela Biblioteca Municipal de Oliveira do Hospital.

sexta-feira, junho 29, 2018

Um ano depois de Pedrogão está quase tudo na mesma

Um ano depois de Pedrogão está quase tudo na mesma 
António Cláudio Heitor 22/6/2018,
Continuamos a ter um Mundo Rural planeado e ordenado por políticas públicas de cariz meramente administrativo e que não reconhecem as especificidades das zonas rurais do nosso País. Se em 2016 a resposta a um ano mau em termos de incêndios foi mais um pacote legislativo apelidado de reformador, após a tragédia de 2017 a reposta não poderia ser a mesma. Foi constituída uma Comissão Técnica Independente que elaborou dois relatórios sobre os acontecimentos de Junho e de Outubro. Esses documentos seriam o guião para o futuro, mas infelizmente não foram. Optou o Governo por alterar mais uma vez o Decreto 124, a famosa gestão de combustíveis mais conhecida por limpeza da floresta.
Esta alteração reforçou a restrição e a punição daqueles que não cumprem com as prescrições técnico-administrativas que emanam desse documento. O objectivo dessa alteração não foi a sua melhoria técnica, foi sim, em traços muitos gerais, “limpar” a floresta para que em 2018 não se repita a tragédia.
  Ou seja, primeiro repete-se muitas vezes que a “floresta suja” é a causadora do problema, depois manda-se limpar e assim quem decide já pode dizer que a culpa não é sua, é de quem não limpa. Assim andou um País ocupado durante largos meses a discutir a necessidade de limpar ou não a floresta, perdendo tempo em conversas surdas, gastando recursos e dinheiro a cortar erva e mato para que este volte a crescer e torne a ser cortado.
Tudo acompanhado por directos e reportagens mostrando como todos são bons alunos e cortam. Mas e a Reforma Florestal de 2016? A discussão sobre a vitalidade da Floresta e do Mundo Rural onde ficou? Perdeu-se na cacofonia da discussão à volta da prevenção e do combate, que invariavelmente acaba por se transformar na conversa dos meios aéreos que fazem falta. Mas e os Relatórios da CTI? Foi constituída uma Agência e os fogos já não são florestais, são rurais. Mas os Relatórios só propunham isto? Claro que não, propunham muito mais. Mas o problema é sempre o mesmo: um Estado Central pesado, burocrático, administrativo, sem capacidade de intervenção e sem vontade de perder um protagonismo que já não tem e se calhar nunca teve: o de estratega do Mundo Rural. Assumir que as pessoas precisam que o País lhes ensine a gerir o território é um erro, pois desde sempre as comunidades rurais souberam qual a forma mais eficiente de gerir o campo e as suas matas. Esse Estado pesado e lento nunca percebeu que as actividades rurais não precisam de estratégias urbanas e de índole de planeamento de infraestrutural. Precisam sim de políticas de promoção e dinamização das actividades económicas que contrariem a burocracia e o excesso de tecnocracia. Um exemplo dessa falta de lógica das Políticas Florestais está na perseguição às espécies de rápido crescimento apenas baseada em critérios e considerações morais e éticas. Ao invés de definir para essas e para as todas as espécies, quais as zonas indicadas para cada um desses sistemas produtivos, a máquina continua a produzir medidas meramente administrativas. Em vez de definir quais as zonas adequadas para cada espécie, baseados em produtividades, custos de produção, canais de escoamento e na criação de valor para os proprietários, são criadas regras abstractas para regular actividades concretas. Um bom exemplo é a escolha cíclica na biomassa para energia sem saber produções, custos e necessidades de mercado. São estas sucessivas campanhas sensacionalistas que transformam a legislação num caos de regras muitas vezes contraditórias entre si.
E tudo começa pela definição do objectivo. O famoso cadastro é bem o exemplo, pois ninguém dúvida da sua utilidade, o problema está na razão para a escolha desta bandeira. Ao escolher a falta de cadastro como problema central para a falta de dinamismo do sector florestal, o tal Estado pesado aproveita para esconder as suas responsabilidades, passando-as para os proprietários. Ao mesmo tempo esse cadastro serve para quê? Para identificar os proprietários que não limpam, que não cumprem a tal legislação da limpeza. Ou seja, o cadastro não serve como ferramenta de promoção da gestão florestal. Serve sim como ferramenta de caça à multa. 
Outra forma errada de abordar o problema é a criação sistemática de novos modelos de organização de proprietários sem avaliar e reforçar os que já demostraram serem eficientes e robusto. Aliás esta falta de avaliação de políticas e instrumentos é bem demonstrativa da rigidez das Políticas Públicas Rurais.
Infelizmente passados quase dois anos e mesmo depois de tudo o que aconteceu em 2017, pouco ou nada mudou. Continuamos a ter um Mundo Rural essencialmente privado planeado e ordenado por políticas públicas, políticas essas de cariz meramente administrativo e que não reconhecem as especificidades das zonas rurais do nosso País.
 Mais grave é continuarem sem perceber como as pessoas usam o espaço rural e não continuam sem prever como o irão fazer no futuro, sabendo que algumas terão menos pessoas e outras mais. Enquanto essas Políticas não se centrarem nas pessoas e teimarem em não promover as suas actividades rurais, continuaremos a assistir ao abandono das aldeias e vilas do nosso interior (cada vez mais próximo do litoral).
Enquanto não se resolverem os problemas do pouco dinamismo das economias rurais mais tarde ou mais cedo vamos voltar a passar por anos como 2017.
 Técnico florestal

segunda-feira, abril 23, 2018

E o Negro que nos sobrou....










O Verde das nossas terras...antes do Fogo de Out 2017







Ainda se faz muito boa brôa nos fornos da Moura Morta

S. João faça bom pão,
S. Vicente te acrescente.
Cresça o pão no forno, haja paz no mundo e na casa do dono... 
Amém 🙏
Foto de 1001 TopVídeos.

segunda-feira, março 19, 2018

Mais um dia marcante na nossa aldeia



Imaginem uma aldeia*** com 50 habitantes, que está inserida numa freguesia, conjunto das 7 aldeia que pouco mais tem que 150 habitantes, n’um concelho do interior que agora chamam de "baixa densidade populacional". 
O que acontece quando vão a essa aldeia***, 47 “jepes”?
Eu sei que o termo não é o correcto, o meu amigo João Coimbra faz questão de me corrigir sempre, mas é assim que as pessoas por aqui os tratam os todo-o-terreno que nos Inverno lhes tapam os “a-bueiros”.

Com a visita de 47 Land Rovers, mais de 120 pessoas isto será tema de conversa e de orgulho os próximos tempos. Mesmo que por um dia, a população mais que triplicou.

No Centro de Convívio, essa conversa já começou este domingo durante o jogo da sueca e com as conversas ao balcão e à lareira:

  •  “Eu é que não ia lá dentro”. 
  •  “Já viste onde eles subiram”. 
  • “Aquilo não deve travar nada, se for como os da tropa”. 
  •  “Quero ver é agora a descer”.  
  • “Deus queira que aquilo chegue a Poiares”.  
  • “Vieram de Braga porque vieram desengatados agora quero ver a subir”.  
  • “A malta dos pronto Socorros é que vai ter sorte”.

Para a próxima o Rio Alva estará mais calmo e naturalmente retomará ao seu leito, no seu percurso habitual, permitirá usufruir da nossa praia fluvial e das estradas nas margens do Alva.  Foi um prazer abrir as portas do Centro de Convívio, a esta malta, partilhar a camaradagem, alegria e momentos de boa disposição.

Obrigado
Luis Filipe Santos
(Presidente do Centro de Convívio da Moura Morta)

*** - A Moura Morta é uma aldeias mais antigas com foral entre Linhares da Beira e Coimbra, com mais de 850 anos de história , cujo nome foi atríbuido por D. Afonso Henriques no ano de 1151.





sábado, janeiro 20, 2018

A Lagarta do Pinheiro - Processionária

A Lagarta do Pinheiro
Com a alteração das condições climatérias verificadas nos últimos tempos, a praga das processionárias, ou lagarta do pinheiro, tem crescido.
Estas lagartas libertam milhares de pêlos que são uma ameaça à saúde pública, pelo que exigem uma vigilância constante. As consequências possíveis são alergias, urticárias, pruridos e manchas avermelhadas na pele, bem como irritações nos ohos (olhos avermelhados, inchados e com comichão) e dificuldades respiratórias.

As lagartas libertam urticantes que se espalham pelo ar e que podem causar graves reacções alérgicas aos animais e ao Homem que, em casos extremos e raros, podem levar à morte. Se tiver um animal e notar alguma alteração (geralmente na coloração da língua, focinho inchado, comichão no focinho, ou ao redor dos olhos, e dificuldades respiratórias) deve recorrer ao médico veterinário.
Curiosidade: Chama-se processionária porque constrói longas procissões de lagartas que caminham das árvores, no sentido do solo, para crisalidar (período em que as lagartas fazem uma espécie de hibernação, em estado de crisálidas, para depois se transformarem em borboletas).
  A lagarta do pinheiro, vulgarmente apelidada de lagarta Processionária - com o nome científico de Thaumetopoea pityocampa - é um insecto desfolhador dos pinheiros e cedros.
 Como tal, leva a um enfraquecimento da árvore e, consoante o grau de ataque, poderá causar-lhe a morte. A processionária do pinheiro, além de provocar estes danos nas árvores, pode também originar graves problemas de saúde pública. 
Devido à característica urticante dos seus pêlos provoca alergias na pele, no globo ocular e no aparelho respiratório no Homem e pode originar o mesmo em animais domésticos. É aconselhável a todos – especialmente crianças – sempre que virem lagartas semelhantes às mostradas nestas fotografias, nas árvores ou no solo, a não lhes tocarem. Como forma de prevenção e de controlo do desenvolvimento desta praga, deverá proceder-se a tratamentos preventivos e curativos, com a utilização de métodos microbiológicos, biotécnicos e mecânicos.

 Com estas medidas espera-se uma diminuição dos danos provocados pelas lagartas de Processionária e um controlo da disseminação desta praga. O grau de desenvolvimento das lagartas está directamente relacionado com as condições climatéricas existentes. Quando o Inverno é seco e de céu descoberto, acelera o ciclo de desenvolvimento das lagartas, nesses casos em Dezembro já existem muitas lagartas no solo, quando isso só costuma acontecer no fim do Inverno (meados de Fevereiro). O Ciclo Biológico da Processionária O ciclo biológico da processionária completa-se, geralmente, num ano, distinguindo-se duas fases: uma aérea na copa dos pinheiros e outra subterrânea, no solo.
 Como todos os insectos, o desenvolvimento da lagarta passa por diferentes estádios. As lagartas de processionária passam por cinco estádios, e é a partir do 3º estádio que se tornam perigosas para a saúde pública. Lagartas nos 1º e 2º estádios de crescimento Normalmente ocorre no período do Outono (meados de Setembro/finais de Outubro). As lagartas jovens vivem em ninhos provisórios, que vão sendo abandonados até à formação de um ninho definitivo (ninho de Inverno), onde aí vivem em colónia e se protegem das baixas temperaturas. Neste estádio, os tratamentos químicos são bastante eficazes. Normalmente, são usados dois grupos de produtos, sendo estes de baixa toxicidade e inócuos para o ambiente, são estes:
 • Diflubenzurão- São inibidores do crescimento, sendo o mais usado o Dimilin;
 • Insecticidas microbiológicos- à base de Bacillus thurigiensis; • Lagartas nos 3º ao 5º estádio Normalmente ocorre no período de Inverno. As lagartas neste estádio estão em crescimento activo, constróem os ninhos de Inverno - tendo um aspecto de novelo de seda - e mantêm os hábitos de alimentação nocturna, permanecendo no ninho durante o dia (este funciona como acumulador térmico). É nestes estádios que surgem os pêlos urticantes. O seu tratamento é mais difícil, uma vez que nesta fase a lagarta já revestiu o seu corpo de quitina (endurecimento) e os tratamentos químicos já não vão actuar tão eficazmente, sendo necessário, como meio de combate a destruição mecânica dos ninhos (retirada mecânica do ninho - após a retirada, o ninho deve ser queimado)

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O Governo vai apostar na criação de "cabras sapadoras" para ajudar a limpar as florestas.

Os rebanhos vão dedicar-se à gestão de combustível florestal na rede primária. Governo vai criar “cabras sapadoras” para limpar florestas
De acordo com o titular da pasta das Florestas, o país vai ter, “pela primeira”, um equilíbrio orçamental entre a prevenção e o combate aos incêndios florestais
O Governo vai avançar este ano com projetos-piloto de “cabras sapadoras” com rebanhos dedicados à gestão de combustível florestal na rede primária, anunciou esta quarta-feira o secretário de Estado das Florestas, destacando o reforço na prevenção de incêndios. A questão silvo-pastoril é essencial, por isso vamos fazer projetos-piloto este ano de chamadas ‘cabras sapadoras'”, declarou Miguel Freitas, explicando que o Governo vai intervir na rede primária através da componente mecânica com o fogo controlado e através da componente biológica com silvo-pastorícia.

 Segundo o governante, as organizações de produtores florestais são “os parceiros privilegiados” para a defesa da floresta contra incêndios. No âmbito de uma audição parlamentar na Comissão de Agricultura e Mar, requerida pelo BE, o secretário de Estado das Florestas lembrou que já foram disponibilizados 17 milhões de euros para executar ações de defesa da floresta contra incêndios, destinados essencialmente à rede primária. “Temos 130 mil hectares para executar”, referiu o governante, acrescentando que “estão feitos apenas 40 mil hectares” e a expectativa é “nos próximos três anos poder executar a totalidade da rede primária da defesa da floresta contra incêndios”. Aos 17 milhões disponíveis neste âmbito “serão somados 15 milhões para executar este ano cerca de mil quilómetros de rede primária de defesa da floresta contra incêndios e manter 20 mil hectares da rede primária que está executada”, indicou Miguel Freitas.
 De acordo com o titular da pasta das Florestas, o país vai ter, “pela primeira”, um equilíbrio orçamental entre a prevenção e o combate aos incêndios florestais. O governante referiu ainda que o país vai ter uma diretiva única de prevenção e combate aos fogos.
 “Pela primeira vez em Portugal, vamos ter uma diretiva operacional que mostra bem aquilo que se vai fazer quer em combate quer em prevenção. Até agora, a diretiva operacional era apenas de combate”, declarou o secretário de Estado das Florestas. Questionado pelos deputados do PSD sobre como é que o Governo vai garantir que a Infraestruturas de Portugal cumpre a lei para a limpeza das faixas de gestão de combustível florestal, Miguel Freitas disse que a empresa pública já abriu um concurso, no valor de 18 milhões de euros, para fazer a limpeza da rede viária, considerando que “há uma grande determinação para avançar com a limpeza”.

quarta-feira, janeiro 10, 2018

Noticia Triste - Faleceu Lurdes Trindade

Lurdes Trindade era casada com Augusto Santos ( do Barreirinho) e mãe do Carlos Santos.

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domingo, dezembro 24, 2017

O verdejar na Moura Morta...

Apos os fogo de 15 de Outubro começa o verdejar dos campos de cultivo