segunda-feira, junho 19, 2017

Afinal tudo correu mal....

O que nos pode acontecer aqui numa aldeia tão pequena...
  Foi o caos, foi exactamente o contrário do que  entidades responsáveis vieram dizer ao país – tudo correu mal.
Se por vezes nos tentam convencer que a eterna questão da propriedade é a chave, hoje acho que há outro factor tão ou mais grave. O que está a desenhar-se no horizonte é uma combinação de dois factores explosivos – a reflorestação com  algumas espécies de árvores  e a ruptura da protecção civil, a má gestão pública dos recursos humanos especializados, numa palavra, a erosão do Estado Social.
Ao ouvir o testemunho de uma senhora humilde que foi desviada para a Estrada 236 pela GNR, ela conta-o sem mágoa ou dedo acusatório. Noutro, um inglês, jornalista que ali vive, diz que lhe aconteceu o mesmo, não compreende, foi para ali porque a GNR o desviou naquele sentido. Compreendem a gravidade? 
A GNR não só não terá cortado as estradas que já ardiam, como alguém desviou para lá as pessoas, é isto que as testemunhas estão a dizer nos jornais hoje publicados. 
Ninguém em seu juízo perfeito dirá, se isto for verdade, outra coisa que não seja a GNR estava tão desorientada e ignorante do que se passava naquela estrada como os civis. 
Não havia planos de evacuação, refúgios, conhecimento de ventos. Podia até ser um operacional especializado em trânsito, sem qualquer saber de florestas. 

Mas o que segue não é melhor. Uma mãe, um bebé de 9 meses e o filho inanimado no chão de 4 anos – o INEM aterra ali por acaso, porque pelas chamas não podia ter ido para onde seria chamado, e o aguardavam também com emergência. A criança foi assim reanimada. Está internada em estado grave, salva, todos esperamos, por um INEM que terá chegado ali por…sorte. Ou azar, dos que não socorreu para onde se dirigia. 
Há mais, há 135 feridos, para já. Afinal há dezenas de pessoas que estiveram nessa estrada da morte, se queimaram e conseguiram sair com vida. E as que não ficaram feridas e conseguiram escapar entre as chamas e os acidentes – dezenas. Portanto podiam ter sido centenas os mortos nessas estradas. Os testemunhos das pessoas num tanque 8 horas à espera de auxílio. As dezenas de relatos, em que as pessoas dão nome e cara a quem queira escutá-los, em que esperaram por bombeiros e médicos 6, 8, 10 horas; são dezenas de aldeias isoladas – não são idosos que resolveram viver num ermo, são famílias inteiras com tudo destruído, às centenas. 
As pessoas entraram em pânico e fugiram? Há muitas que dizem isso, fugiram, não sabem para onde e como, outras que dizem que foram para ali orientadas, outras que não fugiram e morreram à espera de ajuda dentro de casa. 
O que sobra disto é que estavam todos sem saber o que fazer – civis e protecção civil. O desdém com os académicos que nestes dias com coragem se levantaram – silvicultores, arquitectos, urbanistas – em detrimento dos homens que “estão no terreno a sofrer e dar tudo por tudo” não vai ajudar a resolver nada.
Sabem porque gastamos milhões de euros a construir uma via nas autoestradas que não é usada? – a via de paragem. Para um acidente. Uma excepção. Imobilizamos capital para um azar, “desperdiçamos” tempo e dinheiro em algo que raramente é usado, mas que salva vidas. É por isso que temos que ter guardas florestais. Porque temos médicos de prevenção no INEM parados parte do tempo. Porque temos bombeiros especializados em fogos que parte do ano estão parads. Porque nem tudo é rentável na vida, a vida aliás não tem a rentabilidade de uma arvore, a eficiência de um gestor público nem a rotatividade dos juros. 
A vida é um direito. Tudo correu mal.
(Excertos de artigo de R. Varela)

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sexta-feira, setembro 09, 2016

Faz 50 Anos - Num Fogo na Serra de Sintra morreram 25 Militares

Nessa altura ainda os militares apoiavam no combate aos fogos florestais. Sem a adequada formação e sem um comando adequado um pelotão de soldados do Quartel de Queluz foi dizimado no meio das chamas. Morreram encurralados no meio do fogo. Sem um comando adequado é um grande risco enviar tropas para as frentes dos fogos florestais. Mais recentemente e com devidos enquadramentos houve mortes de bombeiros nas frentes de fogo.

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segunda-feira, agosto 10, 2015

Fogo hoje na Serra da Atalhada e de S.Pedro.

Andou bem perto de nós o fogo que começou esta tarde nas Ribas, subiu aos Moinhos de Vento e veio ate Valde Tronco. Foi dominado aí na Estrada da Beira na zona do Cabeço de Ferro por cima de Mucela. Os helicopteros deram uma ajuda importante.

Fogo na Serra e foco em Vale de Tronco
Abastecimento do heli no Rio Alva junto ao Ca neiro da Marinheira na Ponte de Mucela
Fogo a meio da encosta ja virada para o lado do Zagalho e Vale do Tronco
Viatura dos bombeiros avariada e rebocada a passar na Ponte de Mucela. Parece que era de Coja.
O Fogo na zona do Chafariz do Barreiro

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sexta-feira, julho 24, 2015

Fogacho na Moura Morta, esta tarde

Deflagrou desta tarde junto à Capela da Moura Morta um fogacho que foi rapidamente dominado pelos populares e com a actuação dos bombeiros e de meios aereos. 
Por ter sido numa zona de fáceis acessos e quase dentro da povoação não tomou assim grandes proporções.
Fogo posto?....nunca se sabe.
Há pouca gente residente mas fogos e roubos vão acontecendo com alguma frequência. Por vezes a presença e visitas de estranhos à aldeia, trás os residentes apreensivos. A GNR  tem feito os seus patrulhamentos e tem tido as suas participações, devendo já ter sérias desconfianças sobre alguns elementos visitantes da aldeia e da freguesia.
Já não bastavam as invasões dos javalis e das cabras da serra, quanto mais invasões de ladrões e de incendiários. Quem põe cobro a este desassossego nas nossas aldeias? 

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sábado, julho 12, 2014

VERÃO - Tempo de Fogos

Todos os anos por esta altura,as populações rurais deste país rezam a todos os santinhos para que as suas terras e haveres não sejam consumidas pela " roçadeira vermelha". A Moura Morta não pode ser excepção ao que possa vir a acontecer. As populações sentem-se deprimidas por não verem acções concretas de quem tinha obrigação e com os dinheiros publicos, de precaver a pacataz da meia duzia de familias e idosos que sem outro remedio ainda vivem nas nossas aldeias.
E todos os anos morrem bombeiros nos combates aos fogos florestais no meio dos matos.

Alguem se tem preocupado com ordenamento da floresta portuguesa?
Alguem ja apareceu na Moura Morta ou nas Lavegadas ou no Concelho de Poiares a propor a discussão publica das medidas a tomar? Ha mais de 50 anos que ja se ouvia dizer que que iam organizar as nossas florestas por forma a rentabiliza-las e as proteger as pessoas e bens das nossas aldeias e lugares. Do tempo em que o Comendador F.Ferreira entregou um jeepzito e uma fardita coçada cinzenta e com bivaque, ao actual presidente dos Bombeiros para estar atento aos fogos que podiam ocorrer no concelho.
 Passaram-se anos, vemos Aviões, Helicopteros Jeps, Jipões e Tanques de Agua, Kilometros de mangueiras e.... bombeiros fardados com dragonas a dar entrevistas em tudo o que é radio e televisão....e estamos cada vez pior. Estamos sem esperança nenhuma. A Sugestão de fogos controlados por Bombeiros no periodo do defeso (Outubro a Maio) parece que não interessa a ninguem. Ninguem lhe quer pegar. Ninguem quer justificar o que podem fazer mais de 45 mil bombeiros e mais de 7.000 viaturas nessa altura do defeso. Com tanta gente e tanta viatura, será que não dá para fazer nada à volta das nossas aldeias?
 

Ninguem quer definir ou delinear as areas de protecção? Ninguem quer legislar? Se se legislou rapidamente e os nossos doutos advogados e causidicos se calaram sobre cortes e mais cortes nos vencimentos e reformas....porque não legislar rapidamente e em força...sobre as intervenções nas areas de protecção às nossas populações do interior? Se se conseguiu demarcar as areas urbanas das rusticas nas nossas aldeias e taxar bem as silvas e os matos urbanos, então ninguem consegue impôr e incrementar a definição das areas de protecção. Quem é que não quer fazer isso? Já se sabe que os Responsaveis dos Bombeiros não querem fazer isso, e a Protecção Civil? AS populações desgraçadas e abandonadas, essas querem que as protejam.
 

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quinta-feira, setembro 05, 2013

Trovoada provoca Fogo na Moura Morta


A trovoada que se fez sentir esta madrugada provocou um incêndio florestal na zona da Mata do dr. Juiz.
A grande chuvada que veio a seguir acabou por dominar o fogo.
 A queda de uma faisca por volta da 1h30m desta madrugada foi o suficiente para desencadear um fogo em mato seco. O violento trovão acordou a população que de imediato se tinha apercebido do desencadear do fogo e chamou os bombeiros. Com a presença de populares e com a chuvada forte que caiu deu-se o fogo por apagado já por volta das 3 horas da madrugada. Os populares mantiveram-se no local por mais tempo, prevenindo algum reacendimento. Devido às circunstâncias ocorridas a area ardida foi de pequena monta. Com a trovoada, faltou a luz em muitas casas com os disparos dos disjuntores. Já não bastava a acção criminosa dos incendiários quanto mais agora as trovoadas secas para assustar mais ainda as populações. A Moura Morta já se habitou a ter receio dos fogos provocados pelas trovoadas. Há anos desenvolveu-se um na zona do marco geodésico no Valongo e outro na encosta das Lavegadas.

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sábado, setembro 15, 2012

Bombeira morreu em combate ao fogo em Arganil

Uma bombeira morreu e dois bombeiros ficaram feridos no combate às chamas em Barril de Alva no concelho de Arganil.
De acordo com o comandante António Martins, os bombeiros ficaram queimados, tendo a mulher morrido e os homens sido transportados para o hospital.
O incêndio florestal de Barril da Alva, com quatro frentes ativas, estava pelas 19:50 a ser combatido por 222 operacionais, dos quais 177 bombeiros, apoiados por 62 viaturas e 4 meios aéreos, segundo a página da Proteção Civil na Internet.
Ainda de acordo com o comandante António Martins, os três bombeiros integravam a equipa que estava no primeiro veículo a chegar ao local do incêndio.

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quinta-feira, setembro 13, 2012

Noite de Susto


Eram quase 10 h da noite quando foi dado o alerta de Fogo na zona de Vale da Pena , bem perto de Sabouga.
A actuação rapida de Bombeiros e dos seus meios ( cerca de 130 bombeiros e 33 viaturas ) deram o fogo por dominado ja por volta das 3h da manhã.
Esta manhã ja houve um reacendimento, mas a intervenção rapida de um Heli com 3 idas ao caneiro da Moura Morta resolveu o problema

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quarta-feira, setembro 12, 2012

Motosserra na origem de incêndio florestal em Arganil

Uso "negligente" de motosserra na origem de incêndio florestal em Arganil
São madeireiros os dois indivíduos, de 31 e 45 anos, que a diretoria do Centro da Polícia Judiciária identificou pela autoria do fogo ...... que, no dia 6 de setembro, consumiu 800 hectares de floresta e ameaçou habitações em Arganil.
Terá tido causa negligente o incêndio florestal que na passada quinta-feira, pelas 12h30, deflagrou no concelho de Arganil e, rapidamente, ganhou proporções maiores mobilizando centenas de operacionais e vários meios aéreos.
A informação é avançada pela Diretoria do Centro da Polícia Judiciária que procedeu à identificação de dois madeireiros, de 31 e 45 anos, que já foram constituídos arguidos por suspeita de “terem provocado um incêndio de grandes proporções quando se dedicavam ao corte de madeira”.
De acordo com aquela força de segurança, o incêndio terá sido provocado pelo “manuseamento de uma motosserra” sem que os indivíduos “tivessem tomado os cuidados necessários em função do local, da temperatura e da humidade”.
O incêndio ocorreu numa zona florestal povoada de pinheiros, eucaliptos e carvalhos e atingiu uma área calculada em mais de 800 hectares e colocou em perigo algumas povoações do concelho de Arganil.

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sábado, junho 25, 2011

Os Fogos ja aí estão.....

Como era de prever, vai começar o martirio das nossas aldeias.

Nada foi feito durante o inverno e agora ha que aguentar. Parece que não ha responsaveis, mas os responsaveis vão começar a acusar os outros.
Um habito que se mantem e não ha meio de acabar...
O incêndio florestal que deflagrou em Miranda do Corvo, que chegou a ter cinco frente activas, ameaçou as localidades de Vale Marelo e Gaiate, na freguesia de Semide, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

Fernando Jorge, comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, referiu que as chamas “estiveram perto das duas povoações”, mas que não foi necessário proceder à retirada dos residentes.

“Agora a situação está a evoluir favoravelmente, mas ainda com três frentes activas”, salientou à agência Lusa, acrescentando que as chamas já consumiram “uma área brutal” de pinhal.

Cerca das 18h estavam no local 140 homens apoiados por 35 viaturas, adiantou ainda o comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo.

De acordo com a página da Protecção Civil na Internet, às 17h35 foi accionado um helicóptero bombardeiro pesado (Kamov)

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segunda-feira, abril 11, 2011

01 de julho a 30 de setembro é o período mais crítico de risco de fogos

O Governo estabeleceu o período de 1 de julho a 30 de setembro deste ano como o mais crítico de risco de incêndios florestais,...
01 de julho a 30 de setembro é o período mais crítico de risco de fogos - portaria
A Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural refere, em comunicado, que durante os três meses serão aplicadas as medidas especiais de prevenção de incêndios florestais.Assim, nos espaços florestais passa a ser proibido fumar ou fazer lume de qualquer tipo no seu interior ou nas vias que os delimitam ou os atravessam, realizar queimadas e lançar balões com mecha acesa ou quaisquer tipos de foguetes.Nos espaços rurais é proibido fazer fogueiras e utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos, em espaços que não sejam devidamente infraestruturados e identificados.Num período em que é habitual haver muitas festas e romarias, a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos está sujeita a autorização prévia das câmaras municipais, alerta também a Secretaria de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural.
Segundo os dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (AFN), até 31 de Março registaram-se 1.199 ocorrências de fogo no território de Portugal continental, que resultaram em 3.424 hectares de área ardida (579 hectares de povoamento florestal e 2845 hectares de matos).

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