quarta-feira, agosto 15, 2018

Arruda - Planta aliada contra as varizes e diminui a ansiedade

arruda-e-aliada-contra-as-varizes



Planta só pode ser consumida após orientação de médico ou nutricionista, o consumo sem recomendação pode gerar problemas de saúde
A arruda é uma planta aromática e pertence à família Rutaceae. Ela tem origem européia e um cheiro intenso, é considerada um herbácea, utilizada desde a antiguidade, muito conhecida também na medicina natural e para o preparo de sucos. Em algumas religiões de matriz africana, ela é muito utilizada, pois acreditam que tenha o poder de afastar mau-olhado, no entanto isso não é comprovado cientificamente.
Nutrientes
A arruda conta com boas quantidades de rutina, substância que aumenta a resistência dos vasos sanguíneos. Ela ainda facilita a absorção da vitamina C, nutriente que também está presente na arruda e que ajuda a melhorar a imunidade. O óleo essencial que contém undecanona, metilnonilcetona e metilheptilcetona também estão presentes na arruda e possuem propriedades calmantes.
A planta ainda conta com quercetina que tem propriedades analgésicas e psoraleno, que é empregado em casos de vitligo e psoríase. A alantoína, que é responsável pelo efeito cicatrizante, está presente na arruda.
Benefícios em estudo da arruda
Boa contra varizes: A rutina presente na arruda é responsável por aumentar a resistência dos vasos sanguíneos, evitando rupturas. Por isso a planta é utilizada no tratamento contra varizes. Contudo, o uso da arruda deve ser só tópico.
A arruda é aliada contra as varizes
Diminui a ansiedade: A arruda possui o óleo essencial, que contém undecanona, metilnonilcetona e metilheptilcetona. Quando essas substâncias são aspiradas, elas possuem propriedades calmantes e diminuem a ansiedade.
Diminui dores: A arruda também é muito utilizada para aliviar dores de cabeça. Isto porque ela contem um óleo essencial com undecanona, metilnonilcetona e metilheptilcetona, todas essas substâncias possuem propriedades calmantes ao serem aspiradas e aliviam as dores.
Quantidade recomendada
O consumo de cerca de 30 mg de arruda por dia não apresentou nenhum dano à saúde de pessoas saudáveis e que não estavam grávidas.
Efeitos colaterais
A arruda em contato com a pele e a exposição solar pode causar bolhas na pele. Isso foi observado em pessoas que apanham a arruda fresca e também em quem esfrega a arruda fresca na pele como um repelente de insetos. O óleo volátil da arruda é irritante, podendo resultar em danos renais e degeneração hepática se ingerido.
Riscos do consumo em excesso
Ingerir mais de 100 ml de óleo de arruda ou aproximadamente 120 gramas de folhas da planta em 1 única dose podem causar uma dor gástrica violenta, vômito, e complicações sistémicas, incluindo a morte. A ingestão oral de 400 mg por kg administradas às cobaias animais foi relatada ser fatal, causando hemorragias das glândulas adrenais, do fígado, e do rim.
+

Etiquetas: , ,

sábado, abril 13, 2013

Figo-da-índia está na moda


Figo-da-índia está na moda

Figo-da-índia

Habituámo-nos a ver o figo-da-índia em estado selvagem, nas beiras dos  caminhos, mas está em transição avançada para um uso agrícola e comercial cujo desempenho começa a surpreender.
Afinal, é um cato suculento de onde tudo se aproveita, depois de vencida a agressividade dos picos. Certo é haver já um grupo de 60 amigos do figo-da-índia que se constituíram em associação (APROFIP), com sede em Alcoutim, embora ainda só 15 tenham optado pelo cultivo profissional, com uma média de 5 a 10 hectares por exploração, revela José Alves, vice-presidente da associação e consultor agrónomo para o cultivo da planta.
A prova de ser tudo muito recente reside na idade da exploração mais antiga: tem quatro anos, quase o tempo necessário para a planta atingir a maturidade. É em Sesimbra. Para a maior parte dos produtores ainda se trata apenas uma atividade acessória, mas promissora, dada a multiplicidade de usos viabilizados pela planta, bem conhecida da civilização Azteca, a ponto de se manter como um dos símbolos na bandeira do México. Estima-se que tenha chegado à Europa por volta do séc. XVI, nessa altura, com especial importância em Espanha.
Cultiva-se como quem planeia um campo de plantas em fila, com as palmas semi-enterradas que depois se multiplicam até formarem o arbusto como o conhecemos. Também dá para sebes, além de ter a nobre missão de evitar a erosão dos solos ou permitir a sua recuperação e também como corta-fogo. Dá-se bem com o calor, mas é hipersensível às temperaturas negativas.

A colheita, entre agosto, setembro (principalmente) e outubro, é a fase mais arrojada para os produtores: são precisas luvas especiais, óculos e roupa de proteção. Tem de ser de madrugada, enquanto os picos estão húmidos (com o calor, os poros presentes na casca do fruto dilatam e assim eles saem com mais facilidade), e a favor do vento, para não existir a possibilidade de os picos voarem em direção à pessoa que está a colher. O fruto apanha-se com um pouco de cato, mas tem de ser submetido aos cuidados de uma máquina para ficar sem picos. Daí vai para câmaras frigoríficas para melhor se conservar. Chega ao mercado fresco ou segue para transformação.

Etiquetas: ,