A MOURA MORTA tambem quer um Self-Prevention
A nossa Freguesia de Lavegadas reune todas as condições para ser " uma zona de ensaio deste tipo de iniciativas" e por onde se poderia começar um projecto destes.
Freguesia totalmente rural, onde não existe qualquer empresa de tipo industrial nem mesmo ja mesmo de tipo comercial.
Pequena, encurralada e praticamente abandonada do concelho de Poiares entre as Serras da Atalhada, S. Pedro Dias e Vidoeiro e o Rio Alva é completamente preenchida por uma floresta intensa e desordenada de eucalipto e pinhal. Junto às localidades ainda existem alguns tufos de folhosas de carvalho negrinho,sobreiros,freixos, lodãos e medronheiros.
Freguesia que foi de muito pastoreio, onde não havia casa nenhuma que não tivesse meia duzia de cabeças de gado entre cabras e ovelhas.
Quem foi a mulher das Lavegadas que não tirou as cabras do curral e as levou a pastar enquanto fazia renda? Quem foi a mulher que não aprendeu a fazer os queijitos com o cardo apanhado e seco numa folha de jornal?

Quem não matava a sua cabra mais velhota, na altura da Festa para fazer a sua chanfana?
Quem não guardava a pele da cabra ou a dava em paga ao matador?
Quem não se lembra dos peleiros de Poiares e da Risca Silva que andavam pelas terras a comprar as peles, os sarros das pipas e as sucatas velhas? ate antiguidades levavam como sendo coisas más, feias, perigosas e ligadas às almas do outro mundo.
A agricultura apesar de ser de subsistência era pródiga em milhos, batatas, vinho, feijão e outros secos.
Existia muita agua , quer nas fontes e nascentes bem como nas duas ribeiras que a atravessam.
Também havia linho onde era tratado no engenho-roda das Moendas do Torrozelo. Que beleza eram as terras com o seu linho florido, com aquelas florzitas azuis.
As Ribeiras de Sabouga e de Vilarinho, bem como o Rio Alva, com as terras ricas das suas ínsuas.
DE certeza que se os serviços competentes, acompanhados e bem apoiados pelos serviços camararios, poderiam arrancar com um projecto deste tipo, pois as populações adeririam a isto com toda a naturalidade.
É só quererem. As populações e o povo das Lavegadas agradeceriam e bem.
Ate iriam pro Guiness.
Tal medida permitirá, de acordo com José Luís Pascoal, presidente do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero-Douro, a prevenção de incêndios, mas também o "desenvolvimento económico e rural" daquelas zonas.
O responsável do AECT garantiu que o objectivo é colocar os animais nos campos agrícolas e montes abandonados. Esta será a forma encontrada para evitar fogos florestais, uma vez que os terrenos ficaram "livres de vegetação", concluiu.
A partir do próximo ano serão assim distribuídas 150 mil cabras pela área do agrupamento territorial. Um "método natural para a limpeza das florestas e dos campos", referiu ainda José Luís Pascoal, garantindo que o projecto Self-Prevention permitirá também o desenvolvimento social e económico das zonas raianas.
"A sustentabilidade social, económica e ambiental" das regiões abrangidas passará pela criação de 558 postos de trabalho em diversas áreas, "desde pastores a comerciais", explicou. O estabelecimento de uma empresa, que ficará responsável pela distribuição dos efectivos caprinos e pela criação de equipamentos que sustentem a rentabilidade económica do projecto, a construção de 12 queijarias, 15 lojas e dois matadouros para abate dos animais surgem ainda como factores de importância neste projecto.
A ideia, apoiada pelos Governos de Portugal e de Espanha e por fundos comunitários, implicará um investimento de 48 milhões de euros. Por sua vez, "a rentabilidade económica criada nos campos e terras será para as gentes que moram nelas", acrescentou o presidente do AECT. Para os governadores civis da Guarda e de Bragança, este é um projecto que "não poderá falhar". Uma ideia que é, para Santinho Pacheco, "uma flor de esperança para a região".
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