domingo, março 06, 2016

Arbustos e Arvores na Moura Morta (1) - Gilbarbeira

Ruscus aculeatus L. - GILBARBEIRA

Nome científico: Ruscus aculeatus L.
Família: Liliaceae.
Sinônimos botânicos: não encontrados na literatura consultada.
Outros nomes populares: giesteira-das-vassouras, Butcher’s broom (inglês), rusco (espanhol), retit houx (francês), rusc (italiano).
Constituintes químicos: cálcio, óleo essencial, flavonóides, potássio, resina, sódio.
Propriedades medicinais: antiexudativa, antiinflamatória, depurativa, diurética, vasoconstritora.
Indicações: cansaço, edema nas panturrilhas e pernas, dismenorréia, flebite, gota, hemorróida, insuficiência venosa e renal, menopausa, variz.
Parte utilizada: raízes secundárias.
Contra-indicações/cuidados: pacientes alcoólatras e crianças menores de 12 anos, hipertensão, insuficiência renal, cardiopatias.
Efeitos colaterais: pode provocar intolerância gástrica e dores estomacais.
 Algumas espécies do gênero: Ruscus

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domingo, setembro 21, 2014

MAGNOLIA

Magnolia Grandiflora 

A designação vulgar de "magnólia" abrange actualmente mais de uma centena de espécies de árvores e arbustos originários tanto da América Central e do Norte como da Ásia.
A primeira magnólia a chegar à Europa -uma Magnolia glauca [M. virginiana; "Rose Laurel," sweet bay", "swamp magnolia"]- proveio da Virgínia, em 1688, enviada pelo missionário e botânico John Banister e foi plantada no parque do bispo de Londres, em Fulham. A designação do género, anterior a Lineu, deve-se a Charles Plumier, botânico do monarca francês, que em fins do séc. XVII assim pretendeu homenagear Pierre Magnol (1638-1715), autor da primeira classificação das plantas em "famílias" e director do Jardim Botânico de Montpellier, o mais antigo de França. As famíllias agrupam árvores com características semelhantes, e aquela a que pertence o género Magnolia, designa-se justamente por Magnoliaceae.
 Um dos seus traços distintivos é a forma particular da flor em forma de tulipa. Refira-se a propósito que os tulipeiros (Liriodendrum tulipifera) pertencem também a um dos dez géneros desta famíla. As magnólias que agora florescem são as Magnolia grandiflora, vulgarmente designadas apenas por "magnólia" ou "magnólia-branca", "magnólia-de-flores-grandes", "magnólia-sempre-verde" e ainda, simplesmente, "grandiflora". É uma espécie perenifólia originária do sudeste dos Estados Unidos, a "sweet magnolia" das canções, conhecida também por "Southern magnolia" e "Bull Bay". O primeiro exemplar plantado na Europa no início do séc. XVIII vegetou tristemente durante cerca de 20 anos numa estufa perto de Nantes, antes de ser transplantado para o exterior onde finalmente se desenvolveu e floriu abundantemente, atraindo visitantes de muito longe. O designativo da espécie, "grandiflora" faz jus às belíssimas flores brancas que podem em certos casos atingir cerca de 25 cm. de diâmetro, e que são com efeito as maiores do género.
 Na Moura Morta encontram-se 2 exemplares de magnolias de folha perene, junto à Casa da Vinha que foram plantadas em 2001 e não estranharam o rigor do nosso Inverno..------------------------

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segunda-feira, agosto 26, 2013

EVONIMOS - Arbustos algures na Moura Morta


- Nome científico: Euonymus fortunei

- Nome vulgar: Evónimo.
- Origem: Ásia.
- Arbusto de porte rasteiro usado para cobrir (revestir) o terreno.
- Folhagem: persistente com folhas simples, opostas, elípticas, ponta afiada, margens finamente dentadas.
- Flores de cor branca-esverdeada e muito pequenas. A floração (nos ramos do ano) vai desde a Primavera até ao final do Verão.
- É uma planta vistosa pelas suas folhas, a sua forma e textura e nunca pelas suas flores.
- Existem cultivares de folhagem matizada que devem ser colocadas ao sol para acentuar as cores das suas folhas.
- Localização: ao sol ou em meia-sombra.
- Resistente à geada.
- Dá-se bem em todo o tipo de solos, desde que com boa drenagem. Não é exigente em termos de pH do solo (suporta solos calcários).
- Necessita de pouca água.
- Suporta muito bem a poda.
- Doenças: sensível ao Oídio (pó branco), sobretudo se está à sombra; ao sol a incidência é muito menor.
- Pragas: Cochonilhas.

Evónimo do Japão

- Nome científico: Euonymus japonicus
- Nome vulgar: Evónimo do Japão.
- Origem: Japão.
- Arbusto de folha perene. Existem muitas variedades (ou cultivares), desde variedades anãs até variedades que podem atingir os 3 metros de altura. Folhagem verde ou manchada de amarelo ou branco (folhas matizadas).
- Exemplos de cultivares: 'Albomarginatus', folha verde com bordo branco; 'Albomarginatus-compactus', evónimo prateado compacto; 'Aureomarginatus', folha verde com bordo amarelo; 'Mediopicta', folha verde manchada de amarelo.
- Arbusto muito atraente pela sua folhagem.
- Utilizada como espécie ornamental em sujeito isolado ou para formar sebes. É uma espécie que também se pode cultivar em vaso.
- Se a planta está em vaso, convém mudar de vaso e de terra uma vez ao ano, no inicio da Primavera.
- A melhor localização para esta espécie é ao sol.
- Resistentes ao frio do Inverno.
- Muito resistente ás condições costeiras.
- Suportam muito bem a poda.
- Á sombra é muito susceptível ao oídio. As folhas cobrem-se de um pó branco, acabando por secar e cair. Pode-se tratar com um fungicida sistémico.
- Sensível aos ataques de cochonilhas. Também podem aparecer lagartas e pulgões que se combatem com insecticidas de ingestão.

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sábado, julho 13, 2013

Acácia-Mimosa - ( Acacia dealbata )



A acácia-mimosa , mais conhecida entre nós por Mimosa é originária da Austrália e é uma das árvores ornamentais preferidas da Europa do Sul. Em condições favoráveis pode atingir os 20 m de altura. As suas flores fazem lembrar um cacho, com pequenos globos amarelos lustroso, muito aromáticos. É uma árvore que tolera bem a secura e que por vezes aparece a ladear as estradas ou a ornamentar jardins. Hoje em dia e apos os fogos florestais dos ultimos 40 anos, considera-se ja uma praga florestal. De sementes encasuladas que germinam facilmente apos as passagens dos fogos. tambem as suas raizes superficiais rebentam com facilidade criando assim matas densas de mimosas.
Na Moura Morta ha varios nucleos de Mimosas, essencialmente na Mata.

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quinta-feira, novembro 22, 2012

AS LIQUIDAMBARES NO ADRO DA CAPELA

Arvore de rara beleza no outono e com frutos curiosos.. Foram plantadas no Largo da Capela
liquidambar - liquidambar styraciflua

 Liquidambar styraciflua

Nome Botanico: Liquidambar styraciflua L

Nomes Populares :Liquidambar, liquidâmbar
Família :Angiospermae – Família Hamamelidaceae
Origem:América do Norte
Descrição:Árvore de grande porte, forma de domo, pode atingir cerca de 20 metros de altura quando adulta.   

Tem característica caducifólia e é uma planta monóica, isto é, produz flores femininas e masculinas na mesma planta.
As folhas são simples, com 5 lobos ponteagudos e as bordas levemente serrilhadas.
Floresce no final da primavera, mas suas flores não têm interesse ornamental. 
Os frutos que são do tipo cápsula são globosos cobertos de pontas semelhantes a espinhos. 
Liquidambar com sementes 

Modo de cultivo:

Cultivada a pleno sol em regiões mais frias tem belo efeito, pois a folhagem muda de cor para um tom avermelhado. Adequada para cultivo em áreas abertas, de parques, ruas e avenidas de cidades serranas com sucesso.




liquidambar
A melhor época de plantio é no inverno ou início da primavera. 

Propagação do Liquidambar:
É feita por sementes, mas também por técnicas de alporquia e estaca.
A estaquia é feita cortando um pedaço de ponteiro e colocando em enraizador, depois plantando em substrato de areia ou casca de arroz carbonizada, mantendo o substrato úmido e em cultivo protegido.
Quando notar o desenvolvimento da muda transplantar para recipiente com substrato semelhante ao que recomendo para o plantio.

Plantar em recipiente grande com substrato semelhante ao do plantio que recomendo.

O tronco da planta mãe deverá ser retocado para evitar danos, protegendo o corte com pasta especial ou canela em pó. 
Por alporque escolher um ramo que seja adequado, de bom formato. 
Anelar o ramo, passar enraizador do tipo AIA (ácido indol acético) e colocar musgo (esfagno) húmido. 
Cobrir com plástico, amarrando as duas pontas. Periodicamente humedecer o musgo. 
Quando notar a emissão de raízes, retirar o plástico e serrar o tronco.
Paisagismo:    liquidambar com as folhas vermelhas no outono

As mudas de alporque têm a vantagem de não crescerem muito, pois são ramos.
Poderão ser colocados em vasos nos terraços e jardins pequenos.
A árvore pode ser usada para arborização urbana, para parques e jardins particulares. 
Causa belo efeito no outono e produz excelente sombra nas épocas quentes do ano.


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terça-feira, outubro 04, 2011

Sobreiro - Quercus suber L.

É do tronco do sobreiro que se extrai a cortiça, de que Portugal é o maior produtor mundial.

É com essa finalidade que o sobreiro é cultivado desde a Antiguidade. A primeira cortiça, suberosa, pouco elástica, tem pouco valor. Eliminada esta capa, aos vinte anos de idade, o sobreiro desenvolve um súber macio de alta qualidade, que pode descortiçar-se de 10 em 10 anos. Depois de descortiçado, o tronco apresenta uma cor pardo-avermelhada, como no exemplo que aqui se apresenta.
As folhas medem 2,5 a 10 cm por 1,2 a 6,5 cm, de cor verde escura e sem pelos. Têm forma denticular, uma nervura principal algo sinuosa e 5 a 8 pares de nervuras secundárias. Os frutos são secos, de cor castanho-amarelado e revestidos por uma cúpula com escamas lanceoladas.
Na Moura Morta existem varios locais onde os sobreiros se desenvolveram e onde ha determinados nucleos importantes.
Existe ate um local à entrada da Moura Morta a que foi dado o nome de Sobreirais.

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segunda-feira, setembro 05, 2011

AS TIPUANAS

ARVORES QUE AGORA ESTÃO NA MODA
FLÔRES DE UM AMARELO MUITO VIVO
Ha algumas dispersas ao longo da Estrada da Beira.

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domingo, agosto 28, 2011

MEDRONHEIRO

Arbutus unedo L.

Nome cientifico : Arbutus unedo L.
Nome comum : Medronheiro
Nome regional : Medronheiro
Familia : ERICACEAE

Comentário : Planta medicinal. É utilizado todo o arbusto, além disso os seus frutos muito saborosos e diuréticos, são utilizados para fazer licor e a conhecida aguardente de medronho.
Na Moura Morta existem locais com uma intensidade razoavel de Medronheiros.
No Vale de Cabeiro e da Mata existem muitas especies.
Normalmente ninguem se preocupava muito com os frutos. os ramos eram apanhados para levar para os currais para as cabras que apreciavam muito a rama. As varas e paus eram utilizados como paus para os corrimões de videiras e os cepos dos medronheiros eram aproveitados para as lareiras.

Aplicações principais : Limpeza de sangue, doenças cancerosas, na sífilis, combate à arteriosclerose e à má circulação do sangue.

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SARGAÇO - (Cistus monspeliensis)

Pequeno arbusto (altura até 1,2 m) da família Cistaceae, erecto, muito ramoso e viscoso, formando uma moita compacta. Apresenta folhas subsésseis, lineares ou linear-lanceoladas, com três nervuras longitudinais; flores com 5 pétalas brancas, frequentemente manchadas de amarelo na base, medindo 9-14 x 6-10 mm, dispostas em cimeiras unilaterais, com 2 a 9 flores por cimeira.



Bem adaptada a climas quentes e terrenos secos, a espécie cresce em vários tipos de solos, desde os graníticos aos arenosos, passando pelos xistosos, argilosos e calcários, podendo encontrar-se em colinas secas, charnecas, matagais e florestas com boas clareiras.

Em Portugal, a espécie ocorre no centro e sul do território continental, além da ilha da Madeira.
No meio de alguns matos existe muito sargaço deste na Moura Morta na Ladeira da Fonte e na ladeira do Moinho
Floração: de abril a junho.

Sargaço* (Cistus monspeliensis L.)
Floração: de abril a junho.
* Outras designações comuns: Sargação; Sargaço-escuro; Sargaço-terrestre; Alecrim-de-fora.
Do Botanico Aprendiz
http://obotanicoaprendiznaterradosespantos.blogspot.com/

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domingo, julho 17, 2011

AMIEIRO - ( Alnus glutinosa Gaertn )


O Amieiro é uma árvore que atinge uma altura máxima de 35 m e raramente ultrapassa os 120 anos de idade. As suas folhas são redondas/ovadas, com 4 a 10 cm de comprimento e 5 a 8 pares de nervuras laterais. Os seus frutos são uma espécie de pinha, com 1 a 2 cm de comprimento. Os amieiros formam simbioses com os actinomicetos, que podem captar o azoto do ar. O lugar em que se produzem mais simbioses são as excrescências bolbosas das raízes, que podem alcançar o tamanho de um punho. Daí que o solo situado sob os amieiros seja rico em azoto.

Na Moura Morta é muito comum ao longo do Rio Alva e nas Ribeiras de Sabouga e de Vilarinho. Na Barreira da Vinha ha 2 plantados e ja com medio porte.

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