quinta-feira, julho 29, 2010

Fogo cortou circulação no IP3 durante três horas

Chamas começaram junto à Livraria do Mondego, pouco antes das 16h00, e rapidamente galgaram a serra. Às 22h30, 208 “combatentes” estavam distribuídos pelas três frentes de fogo Incêndio deflagrou às 15h45 e rapidamente se agigantou, tomando conta de toda a encosta e transformando a Serra da Atalhada num imenso inferno de chamas. Algumas povoações chegaram a estar sob ameaça, mas a concentração de esforços dos bombeiros conseguiu evitar que o pior acontecesse.
Ontem à noite, cerca das 22h00, António Simões, comandante dos Bombeiros de Penacova, assumia, com frontalidade, não haver prognóstico relativamente ao controle das chamas, que prosseguiram em duas frentes distintas, uma na zona de Miro, outra na zona de Laborins, Parede e Beco, depois de ter atravessado o rio Alva.
O incêndio começou junto à Livraria do Mondego, “paredes meias” com o IP3, obrigando ao corte quase imediato da via. Com efeito, o Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra interditou este itinerário à circulação a partir das 16h00 e só às 19h20 o tráfego foi restabelecido. Ao longo de três horas, o trânsito foi desviado, na zona da Espinheira, no sentido Coimbra – Viseu, enquanto quem vinha de Viseu em direcção a Coimbra se viu “obrigado” a dirigir-se para Mortágua.
Medidas de prevenção ditadas pela violência das chamas. «É uma encosta muito íngreme, com uma inclinação muito razoável», sublinha António Simões, que refere a “ajuda” do vento, bastante forte que se fazia sentir, e transformou a encosta num mar de chamas. António Simões considera que a situação que ontem se viveu na Serra da Atalhada «é semelhante à de 2003».
O fogo galgou a serra, prosseguindo em direcção às povoações de Miro, Vale Maior, atravessou o rio Alva e seguiu, com uma frente, em direcção às localidades de Beco, Parede e Laborins. A outra “desenvolveu-se para a zona de Miro. Ao final da tarde, de acordo com o comandante António Simões, as chamas chegaram a estar demasiado perto de algumas povoações, como Vale Maior e Outeiro, «localidades encravadas na serra», onde arderam mesmo «algumas casas velhas». Todavia, a barreira de defesa criada pelos bombeiros impediu que as chamas se propagassem em direcção às povoações.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Soluções para futuro?
Continuar a dizer que os pequenos proprietarios florestais é que têm que proteger as aldeias?
Mais bombeiros e mais material para bombeiros?
Fazer o que os antigos ja faziam. Delimitar uma area junto dos povoados onde não se possa florestar e que so tenha actividade agricola ou de pastoricia.
Esta promessa foi feita aquando do grande fogo de 2005 que começou na Serra do Carvalho.
Nada foi feito.
Daqui a uns anitos a cena vai ser idêntica.

17:07:00  

Enviar um comentário

<< Home